Opinião
ESTRANHA ALIANÇA PELO BRASIL
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O dramaturgo Bertold Brecht afirmava que “A cadela do fascismo está sempre no cio”. Fazia uma referência de que esta ideologia totalitária nunca é superada historicamente e sempre volta a tona de tempos em tempos contra a democracia, o pior de todos os regimes, salvo todos os outros que foram tentados, nas palavras do antigo primeiro-ministro inglês Winston Churchell. A fundação do partido de Jair Bolsonaro, uma tal de Aliança Pelo Brasil, surge no cenário nacional como uma autêntica aliança pelo fascismo, dando voz aos nazi-fascistas brasileiros. Trata-se de um integralismo piorado, visto ser muito mais patológico do que ideológico. Sequer consegue ser “galinha verde”, tão distante que está do nacionalismo integralista.
Bolsonaro, sempre deixou claro seu posicionamento político de extrema direita, ao longo da sua extensa e pouco produtiva vida pública. Foi eleito vereador do Rio de Janeiro e sete vezes deputado federal com o mesmo discurso de apologia ao totalitarismo, a tortura, ao extermínio físico dos que pensam diferente e do preconceito contra negros, gays em geral e as mulheres, sendo contra ainda a educação, a cultura e a ciência. Se tem um defeito que Bolsonaro não possui, entretanto, é o de sempre ter externado seu pensamento retrógrado e extremista, mesmo que de forma rasa e pobre intelectualmente.
Sempre foi eleito com votos das vivandeiras dos quartéis do golpe de 64. Só não se transformou em um terrorista do radicalismo direitista, porque o seu plano de explodir até os quartéis militares, em defesa do aumento do soldo da “família militar”, foi descoberto a tempo pelos seus superiores hierárquicos nas forças armadas, integrantes da mesma ditadura que, ironicamente, Bolsonaro sempre defendeu e defende com unhas e dentes, a mesma ditadura que arrancava unhas e quebrava dentes dos seus opositores, nos porões das casernas e do DOI-CODI. Os julgamentos de sua excelência no Superior tribunal Militar, ocorridos em 1987 e 1988, são a comprovação histórica da antipatia e desprezo da cúpula militar pelo então capitão Bolsonaro. O ministro do STM José Luis Clerot, chegou ao deboche no seu voto a favor do afastamento de Bolsonaro, deixando claro que o considerava um analfabeto, quando afirma que “este capitão Bolsonaro, que não é de muitas letras, não é capaz sequer de escrever o nome de Duque de Caxias”. O próprio Conselho de Justificação do Exército o condenou por 3 X 0, “por conduta irregular e por ter praticado atos que afetam a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro de classe”. Foi absolvido por 9x4 no STM.
O fascismo agora passa a ter um manifesto, um programa e um estatuto partidário. A este partido se filiarão todos os tipos de extremistas enrustidos dentro dos armários da intolerância e do retrocesso civilizatório. A Ascensão do fascismo precisa ser combatida, para não entramos na fábula retratada no filme Amarcord, do gênio realizador Federico Fellini, ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1973, no qual ele conseguiu captar com sutileza, o desastre humanitário que se transformaria a ascensão fascista liderada pelo Duce Benito Mussolini ao poder.
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