loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Coronavírus desafia governos mundo afora

.

Ouvir
Compartilhar

Não é uma gripe. Não é fantasia. O coronavírus é real. O mundo está em pandemia, significando dizer que a doença saiu do controle das autoridades sanitárias. A estratégia agora é para reduzir impactos e conter a doença, que teve início na cidade de Wu Há no interior da China, se expandiu para outras regiões daquele país com mais de 80 mil casos e mais de 3100 mortes esta quinta-feira, com letalidade de 4% e incidência maior nas pessoas acima dos 60 anos.

O Governo chinês deu o tom do tamanho da crise que o mundo estava prestes a conhecer, quando determinou quarentena para mais de 50 milhões de pessoas na região de origem do vírus. Até ontem, 11.03, os números mostravam mais de 10.000 casos na Itália, 8.000 no Iran, 7.500 na Korea, 1.700 na França e outros 1.450 na Alemanha. Na Itália a letalidade é bem maior que o registrado na China, acima de 6%. A nova realidade forçou a Organização Mundial da Saúde a decretar a pandemia na quarta-feira, 11.03. A Europa, começou a sentir fortemente os efeitos da doença, fato que forçou o governo italiano a decretar reclusão de todo o país ou mais de 65 milhões de pessoas sob quarentena no coração da Europa. No Brasil os casos começaram ser confirmados pela cidade de São Paulo e em poucos dias já são mais de 70 casos confirmados, mas as autoridades sanitárias asseguram que o pico de casos virá em um mês. Ou seja, a doença está distante de ser uma gripezinha e que as ações dos países mundo e o noticiário não são pirotecnias de governo ou da imprensa como disse o Presidente Brasil. Teatros, cinemas, futebol, basquete americano, eliminatórias da Copa do Mundo, escolas estão sendo fechados, paralisados mundo afora e a medida do governo americano de decretar quarentena para todos os voos da Europa para os Estados Unidos não podem ser ignorados por qualquer governante, o alarme é de sinal vermelho e assim deve ser tratado. Os efeitos são devastadores para a economia mundial, forçando aos bancos centrais a adotarem medidas para conter os estragos. O FED, banco central americano, baixou em meio ponto a taxa de juros e a Inglaterra diminuiu 0,25%. O Banco Central Europeu sofre pressões para reduzir taxa de juros. Donald Trump, presidente americano, anunciou recursos superiores a US$ 50 bilhões de dólares para combater a doença e socorrer empresas em dificuldades em decorrência da crise do coronavírus. No Brasil o governo insiste em combater a crise com mais e cortes em investimentos, na contramão do que têm feito autoridades econômicas de outras partes do mundo. A equipe econômica tem se mostrado incapaz de pensar medidas para o enfrentamento da crise e socorrer empresas que sofreram com a recessão iniciada em 2015 e o baixo crescimento do ano passado. O governo do Brasil trabalha como se apenas o desejo e torcida em favor do país resolvessem os impactos da crise que se avizinha com o aumento de casos da doença aqui e as repercussões das decisões de governos como o fechamento de fronteiras e quarentena italiana. A decisão do país mais rico do mundo, os EUA, de fechar seus aeroportos por trinta dias gerará consequências para o PIB global e o Brasil não ficará de fora. Logo, o tempo é de mudar o tom, alterar a rota, pensar medidas e concentrar energias para o que virá no rastro do coronavírus.

Relacionadas