Opinião
HORA DE ALERTA
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A tecnologia transformou o mundo numa grande aldeia, como já antecipava, na década de 1960, o pesquisador canadense Marshal McLuhan. Pela TV, pelo computador ou pelo celular, é possível ter acesso, em tempo real, a notícias do mundo inteiro. A cada segundo, bilhões de informações são transmitidas de um lado para o outro do globo.
Com a pandemia do novo coronavírus e as medidas de isolamento social, também não é diferente. A profusão de conteúdos chega a níveis inimagináveis, mas, ao mesmo tempo, crescem também as notícias falsas, prática difundida no Brasil e no mundo nos últimos anos. Nesse momento, a população deve tomar ainda mais cuidado tanto para não acreditar em mentiras quanto para não repassá-las. Notícias bombásticas, prometendo remédios ou saídas milagrosas têm circulado no ambiente online, em redes como Whatsapp, Facebook, Instagram e Youtube. Pessoas sem nenhuma qualificação divulgam providências sem embasamento. As notícias falsas espalham desinformação e dificultam a divulgação de informações e orientações pelas autoridades à população. Diante da preocupação com a pandemia, o cuidado com a verificação para o repasse muitas vezes pode diminuir, aumentando a circulação desses conteúdos enganosos. As autoridades de saúde orientam a duvidar de fontes desconhecidas, buscar orientações nos sites oficiais das autoridades de área, como a OMS, a Organização Pan-Americana da Saúde, o Ministério da Saúde e as secretarias municipais e estaduais e evitar repassar informações sem certeza, mesmo que venham de amigos ou familiares. Também se torna fundamental, nessas circunstâncias, o papel da imprensa na divulgação de notícias confiáveis. A imprensa não é infalível, mas, quando segue as normas básicas do jornalismo, consegue oferecer à população o acesso à informação minimamente confiável. Conteúdos enganosos podem comprometer todo o trabalho das autoridades de saúde.