Opinião
AUXÍLIO URGENTE
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Como forma de minimizar o impacto financeiro da pandemia do coronavírus para os trabalhadores informais, o Congresso Nacional aprovou projeto que garante um auxílio emergencial de R$ 600 mensais. Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estimam que chega a 59,2 milhões o número de pessoas que estão aptos a receber o chamado “coronavoucher”.
O estudo do Ipea projeta três cenários, alterando a adesão de beneficiários não inscritos no Cadastro Único do Governo Federal. Segundo o instituto, apenas cerca de 80% dos potenciais beneficiários do auxílio constam no cadastro, e os outros 11 milhões precisarão ser localizados e incluídos no programa. O Ipea calcula que 30% dos potenciais beneficiários estão no Bolsa Família. O pior cenário traçado pelos pesquisadores considera que nenhum dos beneficiários que não constam no Cadastro Único seriam localizados. Nesse caso, o auxílio emergencial beneficiaria direta ou indiretamente 27,6 milhões de famílias, que somariam 93,6 milhões de pessoas. Concretizar o auxílio, nesse caso, requereria um investimento total de R$ 80,1 bilhões. O cenário intermediário projeta que metade das pessoas não cadastradas seriam localizadas, o que elevaria o total de famílias beneficiadas direta ou indiretamente para 32,5 milhões, somando 107,2 milhões de pessoas. Nesse cenário, o auxílio custaria R$ 90,1 bilhões. O cenário otimista considera que todos os potenciais beneficiários receberiam o auxílio, elevando o número de famílias contempladas para 36,4 milhões. Essas famílias somariam 117,5 milhões de pessoas, o que equivaleria a 55% da população brasileira. Como ressalta o Ipea, nenhum benefício consegue chegar a 100% de seus potenciais beneficiários, mas o governo precisa buscar o maior alcance possível para o auxílio. Expandir a proteção social da população mais vulnerável é a maneira mais rápida para mitigar os impactos econômicos e sociais da pandemia. E o auxílio deve vir o mais rápido possível, pois quem tem fome tem pressa.