loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Casa Dom Bosco

Ouvir
Compartilhar

DOM EDVALDO G. AMARAL * O próximo domingo, 19, será um dia marcado por grandes acontecimentos e celebrações. Em Roma, o papa beatifica a freira iugoslava, que viveu e exerceu seu extraordinário ministério de caridade na Índia, a irmã Teresa de Calcutá, fundadora das Irmãs da Caridade, que, por ser uma figura de nosso tempo e gozar a fama mundial de que desfruta, terá uma beatificação das mais solenes dos últimos anos. Será, ao mesmo tempo, a data comemorativa das Bodas de Prata do Pontificado de João Paulo II, eleito em 16 de outubro de 1978, e que em 22 daquele mês iniciou solenemente seu ministério de pastor universal da Igreja. Para as Alagoas, este 19 de outubro ainda lembra o 12° aniversário daquele inolvidável dia, em que um sumo pontífice pisou pela primeira vez o solo alagoano em 1991. Como lembrança concreta dessa data memorável, foi criada a Fundação João Paulo II, pessoa jurídica de direito privado, destinada ao amparo da juventude aban-donada de nossa cidade, dedicando-se de forma particular à recuperação social e à redenção cristã dos meninos de rua, tristemente apelidados de ?cheira-colas?. Nessa mesma data, um ano depois, 1992, foi inaugurada a Casa Dom Bosco, após um ano de estudos e planejamento, com viagens para conhecer várias experiências nesse campo, no Brasil e na Colômbia, onde se visitou a experiência dos ?gamines? de Bogotá, dirigida pelos salesianos, com o método educativo de Dom Bosco, da razão, religião e carinho, visando sempre formar ?bons cristãos e honestos cidadãos?, como dizia o santo educador. Começou-se com uma pequenina casa, na Rua Santos Pacheco, 313, doada pela munificência do comendador Tércio Wanderley. Sempre ajudados pelo seu filho, dr. Rubens Wanderley, também ele comendador (cujo título obtive na Santa Sé), extraordinário benfeitor da Casa Dom Bosco, passamos para a casa da Rua Costa Leite, em meio a perseguições. Foram inúmeras as dificuldades de todo o gênero, mas Dom Bosco do céu nos protegeu e o prefeito de então, engenheiro Ronaldo Lessa, deu-nos todo seu apoio nos interesses do município, do qual era governante. Os meninos acolhidos que eram cerca de 12, ultrapassaram o número de 40. Então, pedindo ajuda aos nossos benfeitores do Brasil e do exterior, conseguimos erguer o belo edifício da nova Casa Dom Bosco, na Av. Jorge Montenegro de Barros, 4000, no bairro Santa Amélia. Lá, dispomos de amplo espaço para esportes e pequenas criações. Temos a Escola Rubens Wanderley, onde estudam os pequenos, uma moderna padaria, a banda de música, a criação de codornas, galinhas e porcos e outras atividades hortigranjeiras. Iniciamos este ano, o Cursinho Dom Bosco, destinado à preparação do vestibular de jovens, rapazes e moças, que estudam em escolas públicas e não dispõem de recursos para os caríssimos cursinhos de preparação à universidade. Muito apoiada pela paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Cruz das Almas, e destacadamente pela comunidade da capela da Rosa Mística, cujo pároco é o diretor da Casa, Pe. Tito Régis Rodrigues, o espaço da Casa Dom Bosco também vem sendo utilizado para encontros de formação, retiros paroquiais e outras atividades religiosas, que requerem amplo espaço. Neste dia do nosso 12º aniversário, quero aqui por intermédio da GAZETA DE ALAGOAS - que sempre nos ajuda em tudo - fazer dois pedidos à comunidade alagoana. Primeiro, que continue dando todo o apoio à Casa Dom Bosco, como deu até agora, sem o qual nada podíamos fazer em benefício dos meninos de rua de Maceió, nem dos jovens vestibulandos. Portanto, toda nossa gratidão aos benfeitores, que compreendem e valorizam o trabalho cristão e social que ali se realiza. Segundo, queremos pedir, sobretudo às autoridades da Justiça e da assistência à infância e à juventude, que nos ajudem a ser fiéis as nossas finalidades, sem o que ficaríamos descaracterizados, diante de nossos benfeitores e entidades de ajuda. A finalidade da Casa Dom Bosco (é bom repetir) é o menino de rua, desvinculado de sua família. Não podemos nos dedicar a menores delinqüentes, ou meninos carentes que têm família pobre e uma casinha, mesmo que seja na favela. Para os primeiros, existem instituições governamentais e para as crianças carentes a própria Igreja aqui em Maceió mantém excelentes instituições, como Juvenópolis e outras. (*) É PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II DE MACEIÓ

Relacionadas