Opinião
Aperto nacional
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tornou público os resultados de sua Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), confirmando e detalhando mais uma queda das vendas no comércio. Conforme comentado aqui há poucos dias, o preocupante dessa pesquisa é o fato de ela registrar, pelo nono mês consecutivo, uma queda no volume de vendas do comércio varejista do País. Detalhando um pouco mais os resultados dessa pesquisa, apenas duas das 27 unidades da Federação não registraram queda no volume de vendas em comparação com agosto de 2002. Fugiram à regra ?ladeira abaixo? os estados de Goiás e de Rondônia. E o que mais nos toca: Segundo o IBGE, Alagoas foi a unidade da Federação que apresentou o pior desempenho no volume de vendas do comércio varejista, em agosto, segundo a PMC, que registra menos 15,71%. Nos dois meses imediatamente anteriores, os resultados já não eram dos mais animadores, em junho, menos 11,43% e em julho, menos 13,82%. No ano, o comércio alagoano acumula perdas de 12,19% e nos últimos 12 meses, 7,30%. Estes dados refletem uma conjuntura adversa de características nacionais e que repercute em Alagoas com particular crueza, para onde convergem os indicadores sociais e econômicos mais representativos. Pelos números coletados pelo IBGE, o Brasil acumula taxas recordes de desemprego, queda na produção industrial em 7 das 12 regiões pesquisadas e na taxa estimada de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para este ano (0,60%), dentre outros. Alagoas, por razões históricas e conjunturais, confirma-se como o Estado mais exposto a essas vicissitudes da conjuntura. O governo federal tomou algumas medidas para aliviar o arrocho fiscal como, por exemplo, abertura de linha de crédito nos bancos oficiais para aquisição de eletrodomésticos, queda na taxa básica de juros e diminuição do compulsório dos bancos. Felizmente, segundo avaliações da Câmara de Dirigentes Lojistas de Maceió, os resultados positivos já estariam sendo sentidos pelo comércio local, como o aumento no número de consultas ao SPC (um excelente termômetro para avaliar o desempenho do setor). Se é assim, o setor terá um feliz Natal. Uma esperança!