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Jubileu de prata

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DOM JOSÉ CARLOS MELO, CM * Em 16 de outubro de 1978, a Igreja vibrava pela eleição de um novo papa, desta vez rompendo uma tradição de 450 anos seguidos de papas italianos. Surge a figura carismática do cardeal arcebispo de Cracóvia, Karol Wojtyla, que aos 58 anos de idade passa a ocupar a Cátedra de Pedro, sendo mais um na ordem dos 263 pontífices da Igreja. Estando à frente da Igreja de Maceió, que está em comunhão com a Igreja de Roma, quero agradecer a Deus pelo frutuoso pontificado deste homem de fé que repetiu na sacada da Basílica de São Pedro as palavras de Jesus aos Apóstolos no Lago de Tiberíades: ?Não tenhais medo!?. João Paulo II é conhecido por todos os segmentos da sociedade mundial como: o Papa Peregrino, o Papa da Paz e o Papa Missionário. Suas viagens marcaram o mundo de afeto pastoral, todos puderam sentir de perto o amor paternal do bispo de Roma, sucessor de Pedro. Ele realizou 102 viagens a países dos cinco continentes. Visitou 301 paróquias das 334 existentes na Diocese de Roma. Segundo estatísticas do Vaticano, já ultrapassa o número de 17 milhões de peregrinos que já assistiram às audiências gerais, às quartas-feiras. Nós, brasileiros, tivemos a honra de recebê-lo por três vezes, nos anos de 1980, 1991 e 1997, saudando-o carinhosamente com o canto: ?A benção João de Deus!?. Hoje, já contamos 25 anos de pontificado, com muito dinamismo e grande zelo apostólico. Somos herdeiros de uma rica biblioteca ao aprofundarmos suas encíclicas e demais documentos pontifícios. O Papa da Paz teve um relevante papel em 1983, ao se completarem os 1.950 anos do Sacrifício do Calvário que nos abriu as portas do céu, dedicou ao Divino Mestre o Ano Santo da Redenção. Preparou a Igreja para a celebração do jubileu da redenção no ano 2000 e consagrou às pessoas divinas os três últimos anos do séc. XX, nos encaminhando para um novo milênio na trajetória do cristianismo. Ainda no contexto que envolve o Ano do Rosário, não poderemos deixar de lembrar do amor que o papa tem pela eucaristia, o sacerdócio e Nossa Senhora. Visitou os mais importantes santuários marianos, entre eles Lourdes, Guadalupe, Loreto, Fátima, Aparecida e o Pilar de Saragoça. Em sua nova encíclica sobre Maria, ?Rosarium Virginis Maria?, afirma: ?Desejei confirmar como é importante deixar-se conduzir por esta extraordinária mestra de vida espiritual, que se dedicou com grande assiduidade à contemplação do rosto de Cristo, seu Filho?. Ele contribuiu para o enriquecimento do rosário acrescentando os mistérios da luz, que recordam a vida pública de Jesus em sua ação missionária. No mesmo contexto de fé, o santo padre não deixou de lado a família, fez questão de mostrar o valor do rosário como oração particular e preciosa: ?Peço, pois, a todos aqueles que se dedicam à pastoral das famílias para sugerirem como convicção a recitação do rosário?. Ele manifestou sua solicitude especial pelos jovens, participando de encontros internacionais e reafirmando sua inteira confiança na juventude. Seu Jubileu está entrando para a história da Igreja como um dos mais longos, frutuosos e fecundos ministérios que, ao ultrapassar o marco de 25 anos, se coloca na categoria excepcional alcançada somente por São Pedro, beato Pio IX e Leão XIII. Em sintonia com toda Igreja no mundo inteiro, presidi a solene eucaristia em nossa Catedral Metropolitana, no dia 16/10, para a seu pedido juntar nossa voz a sua voz no hino de louvor e agradecimento às misericórdias do Senhor, chamando-o para o pastoreio da Santa Igreja. (*) É ARCEBISPO METROPOLITANO DE MACEIÓ

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