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Portas de sa�da

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Domingo, a GAZETA DE ALAGOAS publicou matéria com dados da Secretaria Estadual da Saúde demonstrando que houve aumento no índice de mortalidade infantil em 17 municípios do sertão alagoano. A maioria dos óbitos foi provocada por diarréia e desidratação (32%) e falta de assistência médica (23%). Nenhum surto de doença desconhecida provocou o aumento no índice de mortalidade infantil da região. A fome e a desnutrição, velhas conhecidas dos brasileiros, foram mais uma vez responsáveis pelo recrudescimento das mortes infantis. A situação é dramática e o governo estadual, por meio da Secretaria de Saúde, tem tomado medidas para tentar controlar o crescimento da mortalidade infantil na região. Em caráter emergencial, o governo conta com a garantia do presidente Lula (segundo o governador Ronaldo Lessa) de incluir 101 municípios alagoanos no programa Fome Zero. Lembramos que o total de municípios alagoanos é de 102 (apenas Maceió ficaria de fora desse rol). O Fome Zero, portanto, é reforçado como a esperança do porvir. O ministro da Segurança Alimentar, certamente preocupado com o explícito perfil assistencialista que esse projeto vai assumindo, replicou: ?O sucesso do programa Fome Zero não depende de quantas famílias está atendendo. Ele vai ser medido pelo número de famílias que saírem do programa, que deixarem de precisar da ajuda do Fome Zero?. Uma resposta inteligente, não resta dúvida. Como milhões de miseráveis encontrarão essa porta de saída ainda não foi dito, mas se sabe que sem crescimento econômico que materialize novas alternativas de emprego e renda para a região não há como sair desse buraco. Alagoas sabe disso por experiência própria. Combater a mortalidade infantil é uma tarefa que não pode esperar por nada. Incluir 99% do Estado na área de proteção do Fome Zero é uma medida coerente com a pressa em se debelar índices execráveis. Alagoas tem de pensar além disso, tem de encontrar sua saída. Mais que uma esperança, isso é uma condição para que o futuro recompense esse Estado com a dignidade merecida.

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