Opinião
�ndices a estudar
A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua elevada, mas apresenta queda lenta, gradual e insegura. É o que atestam os institutos de pesquisa entre agosto e outubro uma queda de aprovação de 76,7% para 70,6%. A avaliação colhida em outubro é a pior entre todas, constatam os pesquisadores. Quanto ao desempenho do governo como um todo, a pesquisa mostrou uma queda na avaliação positiva (48,3% em agosto e 41,6% em outubro) e elevação na avaliação regular (38,6% em agosto e 42,3% em outubro) e na avaliação negativa (em agosto 10% e outubro, 12,3%). As expectativas quanto à política econômica também teve resultados negativos: em agosto, 55,1% acreditavam que o governo estava no rumo certo, em outubro, 46,7%. As pesquisas revelam um momento. Determinados fatos ou circunstâncias podem aumentar ou diminuir índices estatísticos. As enormes esperanças de mudanças depositadas no governo do presidente Lula ainda não se materializaram e são controversas as possibilidades de se realizarem num futuro próximo. É natural que a discreta, mas persistente, queda na popularidade do presidente seja fruto do desencanto dos eleitores. Também não pode deixar de ser levada em consideração a incapacidade do governo de oferecer respostas concretas para combater o desemprego. Desde janeiro que os índices de desemprego apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vêm subindo, até se estabilizarem em torno de 13% nos últimos dois meses. É inegável que o presidente Lula e seu governo possuem plenas condições de recuperar os índices positivos do início do levantamento. Está há menos de um ano no poder, teve que cumprir compromissos assumidos pelo governo anterior com Fundo Monetário Internacional (FMI) e só agora está concluindo a arrumação da Casa. Também é inegável que se seu governo não apresentar mudanças, ficará ainda mais parecido com o governo de FHC, só que em sua reta final, quando começaram a se desfazer as ilusões de felicidade com a presença de uma moeda ?estável? e a ausência do crescimento e desenvolvimento. Essa é uma péssima hipótese para Lula e para todo o Brasil.