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Her�is do cotidiano

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JOSÉ MEDEIROS * Quando se pensa em heróis e heroínas, em pessoas que se destacaram por feitos ou façanhas inesquecíveis, o pensamento fixa-se em nomes famosos: Tiradentes, Joana D?Arc, Madre Tereza de Calcutá, Mather Luther King e outros que são homenageados por nossa admiração pessoal. Lembro-me dos versos de Bertoldo Brecht: ?Existem pessoas que lutam por um dia e são boas; existem pessoas que lutam um ano e são melhores; mas existem aquelas pessoas que lutam por toda uma vida, e são imprescindíveis, necessárias e insubstituíveis?. Temos muitos heróis e heroínas no cotidiano, anônimos, que não constam de livros ou de memórias: mães, pais, profissionais de todas as categorias, gente que pisa o chão de nossas ruas e caminhos, que luta e vence no dia-a-dia cada vez mais difícil. Para boa parte da população são heróis e heroínas, também, os que praticam a arte de curar, ciência tão antiga quanto à própria humanidade; são os que seguem os princípios éticos estabelecidos nos postulados de Hipócrates, o pai da Medicina. Aperfeiçoaram-se métodos de diagnósticos e de terapêutica. Mas o cerne da questão continua o mesmo. Diretamente ou indiretamente, convive-se com doenças, doentes, dores e sofrimentos, tentando, à medida das possibilidades, humanizá-los. Pensei em tudo isso durante a solenidade comemorativa do ?Dia do Médico?, em que homenagens foram prestadas a colegas que se destacaram no exercício da profissão, indicados pelos órgãos da categoria. Encontravam-se presentes dirigentes do Conselho Regional de Medicina, Academia Alagoana de Medicina, Sindicato dos Médicos de Alagoas, Sociedade de Medicina, Sindicato dos Hospitais e Sociedade Brasileira de Médicos Escritores. Foram agraciados com homenagens especiais os médicos: Ismar Malta Gatto, Valéria Hora de Albuquerque Melo, João Macário de Omena Filho, Carlito Cedrim, José Reinaldo de Melo Paes, Judá Fernandes de Lima, Júlio Bandeira, Maria Neide de Souza Lima e Clodolfo Rodrigues de Melo. São nomes que desfrutam de bom conceito e reconhecimento público. Na solenidade li um texto poético de Cora Coralina em que diz com muita propriedade: ?Não sei se a vida é curta ou longa demais pra nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: o colo que acolhe, o braço que envolve, o olhar que acaricia, o desejo que sacia, o amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura, enquanto durar...?. Felizes os que contribuem para que uma vida saudável seja vivida, felizes os que amenizam situações de desalento e desespero, felizes os que conseguem ser a mão amiga em momentos dramáticos em que é premente vencer a desesperança... (*) É MÉDICO E EX-SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E DE SAÚDE

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