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Opinião

Quadro de exclus�o

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Em entrevista publicada na edição de domingo da GAZETA DE ALAGOAS, o secretário estadual de Desenvolvimento Social revelou que em Alagoas um milhão e quinhentas mil pessoas estão fora da linha de inclusão social, o equivalente a 54% da população alagoana. Adiantou, também, que o setor sucroalcooleiro é individualmente o maior empregador, ocupando cerca de 110 mil pessoas. Por sua vez, o secretário estadual do Trabalho estima que, na Grande Maceió, existam 160 mil desempregados, embora não se disponha de levantamentos específicos. Ao lado do desemprego, é crescente o número de trabalhadores informais. Também aqui não se dispõem de estatísticas a respeito, mas o encolhimento do mercado formal de trabalho sugere estimativas que situam a informalidade em dois de cada três trabalhadores. Além do desemprego e da informalidade, os trabalhadores que alcançam alguma colocação são muito mal remunerados, segundo esses mesmos estudos. Apenas 83 mil alagoanos (menos de 10% da população economicamente ativa) possuem renda superior a três salários mínimos. Por tudo isso, é um gigantesco desafio para o governo estadual promover o desenvolvimento do Estado, de tal forma que aumente a oferta de empregos e ao mesmo tempo promova uma melhor distribuição de renda. Daí que essa realidade segue assustadora mesmo sendo Alagoas o Estado que mais aumentou a oferta de empregos no Nordeste, acrescentando mais 34 mil novos postos de trabalho. A tendência observada nos últimos tempos é que mesmo em países com crescimento econômico acelerado (como a China, por exemplo), a oferta de postos de trabalho ao invés de aumentar, tem diminuído, o que pode ser entendido por um aumento formidável na produtividade do trabalho e pela modernização da produção. Em todo caso, é hora de se procurar um caminho que permita a Alagoas se desenvolver baseada no binômio aumento da oferta de empregos e uma maior distribuição de renda. Não será tarefa fácil, mas é inaceitável arrefecer nessa empreitada. Alagoas, que já foi conhecida como ?o filé do Nordeste? continua dispondo de muito potencial, além de muitas dificuldades.

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