Opinião
Bota fé!
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Compartilhado por uma amiga, li um texto escrito por Nizan Guanaes, publicitário empreendedor, vitorioso em todos os arrojados desafios na sua atividade. “Por que Rezar?”, foi um artigo publicado na sua coluna semanal da Folha de São Paulo, em 2015, quando vivíamos um momento de atribulações no mercado econômico. Confessou que foi influenciado a rezar pelo empresário Abílio Diniz, amigo e cliente da sua agência de publicidade, África. Abílio sempre foi um homem muito disciplinado nos negócios e na vida pessoal e não dispensa seus minutos de meditação, reflexão e orações. Destaca esses hábitos no seu penúltimo livro, “Novos caminhos, novas escolhas”. A sestazinha de uma hora em seu gabinete de trabalho faz parte da rotina. “Acreditar em Deus, evita que a gente se ache deus”, escreve Nizan. Por que estou me inspirando no texto de cinco anos atrás? Porque é bom, aliás, suas escritas têm sempre um toque mágico da criatividade, inteligência e feeling de um cara de comunicação sempre atento, vaidoso e brilhante. Até parece que, quando escreveu há cinco anos passados, profetizou: “Por que rezar”? É o que mais estamos precisando hoje. O Papa Francisco é a luz conciliadora da década, influenciador da concórdia, paz e amor entre os povos. Uma benção de Deus para quebrar paradigmas da tradicional igreja católica, sisuda, limitada a rituais que não mais atendem o clamor do mundo. Precisávamos de um choque para sair da demência e reencontrar o caminho da fé. Francisco todos os dias nos alerta para isso. Para a fraternidade que vai ficando atrás porque a ganância e a ambição fazem as pessoas esquecerem que o próximo está passando fome, vive numa completa miséria, está ali, pertinho da gente. Será com certeza a maior vítima do castigo coronavírus que não perdoa pobres, excluídos, ricos e milionários; presidentes, governadores, prefeitos, deputados e todos os que se engalfinham para aumentar mais sua porção em detrimento da solidariedade, nem nos momentos pavorosos. Uma sociedade que vive num ambiente de ódio, dividida entre verde x vermelho, não pode ser feliz. Alguma coisa está muito errada e os inócuos pagarão o preço com dor. Não tem como confiar em líderes que disputam com espadas de dois gumes o salva-se quem puder. São os deuses! Esquecem Dele, o Deus verdadeiro, até numa crise que abala a estrutura física e emocional de milhões de famílias suplicando para não precisarem bater na porta de um sistema de saúde em estado terminal. Precisamos, sim, rezar, evocar o Salmo 46 para que entendamos que “Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade”. O vírus que nos aquieta não é o fim do mundo, haveremos de vencê-lo mesmo que fiquem cicatrizes aliadas à saudade de alguém muito nosso, muito próximo e amado. “Bote fé, que a vida terá um novo sabor. Bote fé, bote a esperança e bote o amor”, essa mensagem do Papa Francisco, coloque em todos os cômodos de sua casa para que ao vê-la a todo o instante, nunca percamos a esperança. Bote fé, que tudo passará. Deus saberá devolver com abundância o que foi perdido por homens e mulheres que dependem do sustento através do trabalho, hoje, padecendo dificuldades. Quem sabe sairemos melhores, mais humanos e mais solidários.