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Opinião

BRASIL PÓS PANDEMIA

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O Brasil vive a maior tragédia na sua história nos últimos cem anos. Nunca perdemos tantas vidas em tão pouco tempo. A situação na saúde é devastadora. O colapso do sistema é quase certo, mas não devemos perder nossas esperanças. Toda crise passa. Essa irá passar também. Seguindo as medidas das autoridades internacionais na área da saúde e respeitando o isolamento social, acredito que iremos conseguir achatar a curva e superar isso tudo. Caso contrário, o estrago será muito maior e a recuperação será mais lenta.

Economicamente falando, estamos em patamares de desemprego altíssimos, ultrapassando os 12%, isso sem levar em consideração o aumento no número de desempregados nos meses de abril e maio. Alguns especialistas estimam uma taxa de desemprego no Brasil de 25% até o fim do ano. Isso tudo tem muitos impactos em diversos setores da economia. Serviços, como barbearia, por exemplo, não serão compensados quando as coisas voltarem ao normal. O indivíduo não irá cortar o cabelo duas vezes para compensar os meses que não cortou durante a quarentena. O varejo foi muito afetado, porém aqueles que se reinventarem e forem tecnológicos, terão uma travessia mais tranquila. Nesta crise vemos tanto choques de demanda quanto de oferta. Entendo que a recuperação será lenta. As medidas do governo de injeção monetária não me parecem suficientes para que o Brasil se recupere rapidamente. A crise política no Brasil acaba atrapalhando este processo de recuperação. Com o apoio do centrão, Bolsonaro se fortalece, ganhando mais fôlego político. No momento atual, fica muito difícil prever qualquer cenário pós crise. Caso seja investidor, já deve ter observado uma melhora nos fundos e ativos locais. O dólar fechou na última sexta-feira abaixo dos R$5,00, sinalizando uma melhora nas expectativas. A bolsa brasileira ultrapassa os 94 mil pontos. No auge da crise chegou aos 63 mil pontos. O cenário é de muita volatilidade no curto/médio prazo.

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