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Opinião

PREJUÍZO DUPLO

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O número de queimadas no bioma Amazônia no mês de junho maior foi o maior observado para o mês desde 2007, de acordo com dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), gerados com base em imagens de satélite. Foi um aumento de 19,6% em comparação com o mesmo mês no ano passado. Em junho de 2020, foram 2.248 focos ativos, em 2019, 1.880.

Segundo o Inpe, a média histórica para junho é de 2.724 focos ativos de queimadas no bioma Amazônia. Em junho de 2020, o índice ficou 17% abaixo da média dos últimos 21 anos, mas o número não passava dos 2 mil desde 2007, quando houve 3.519 pontos de incêndio na floresta. Entre janeiro e junho foram 10.395 focos em todo o país, contra 8.821 no mesmo período do ano passado – um crescimento de 17,8%. No mês passado, números divulgados pelo Inpe mostraram que a área desmatada na Amazônia foi de 10.129 km² entre agosto de 2018 e julho de 2019. Trata-se de um aumento de 34,4% em relação ao período anterior (agosto de 2017 a julho de 2018), que registrou 7.536 km² de área desmatada. Em novembro do ano passado, o Inpe havia divulgado que a área estimada de desmatamento entre agosto de 2018 e julho de 2019 foi sido de 9.762 km². Entidades vêm chamando a atenção para o retrocesso na política ambiental do Brasil a partir do governo Bolsonaro. Enquanto a população brasileira se mantém atenta à pandemia, o governo, ao invés de intensificar o controle e a fiscalização ambiental, enfraquece políticas e demite funcionários empenhados na proteção da floresta e seus povos.O fato é que o Ministério do Meio Ambiente reduziu ações de fiscalização do desmatamento durante a pandemia, flexibilizou regras de controle ambiental e está demitindo seus analistas. O resultado é a maior degradação da Amazônia, área de maio biodiversidade do planeta. Com isso, além do prejuízo ambiental incalculável, o País perde credibilidade e prestígio na comunidade internacional, o que também pode afetar o agronegócio. Negligenciar o meio ambiente em nome da atividade econômica se mostra um tiro no pé.

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