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Obesidade: é possível controlar os hormônios da fome e da saciedade?

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Dois mil e quinhentos anos atrás, Hipócrates já alertou que a morte súbita era mais comum naqueles que eram “naturalmente gordos do que nos mais magros”. A obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade, dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018, do Ministério da Saúde apontam para um aumento na prevalência de sobrepeso e obesidade no Brasil, mesmo com um pequeno aumento no consumo de frutas e vegetais e na prática de atividade física, demonstrados na pesquisa, mais de cinquenta por cento da população brasileira tem excesso de peso. A etiologia da obesidade é multifatorial, ou seja, pode esta associada a fatores genéticos, culturais, socioeconômicos, psicológicos, comportamentais, ambientais, hormonais, metabólicos, entre outros.

A compreensão dos sistemas que medeiam o controle do apetite e da homeostase energética vem crescendo muito nas últimas décadas. A busca constante em desenvolver estratégias eficazes para retardar a atual epidemia da obesidade tem sido dificultada, em grande parte devido ao conhecimento limitado dos mecanismos de resistência subjacente à ação de hormônios metabólicos, como a leptina e grelina. O hormônio anorexígeno (que reduz a fome) leptina e o hormônio orexígeno (que aumenta a fome), grelina, são cruciais para regulação metabólica e homeostase energética, função imune, controle do apetite, função cardiovascular, função reprodutiva, controle da glicemia e pressão arterial. Portanto, a resistência a esses hormônios - leptina e a grelina - podem promover adiposidade (acúmulo de gordura) e contribuir para várias doenças que estão associadas a obesidade. Essa resistência é considerada um processo multifatorial que envolve mudanças em vários níveis: alteração na produção hormonal, nos receptores e na sinalização cerebral.

Dentre as estratégias que podem auxiliar na regulação desses hormônios podemos citar: adequada nutrição materno fetal, não pular refeições, priorizar o consumo de carboidratos complexos, proteínas magras, alimentos fontes de triglicerídeo cadeia média e ômega 3, manter uma adequada microbiota intestinal, consumir fibras prebióticas e probióticos, uso de alguns fitoterápicos como Crocus sativus (açafrão), Withania somnifera (ashwaghanda), Garcinia Camboja, Irvingia gambonensis, Rosmarinus officinalis (Alecrim), Peumus boldus (boldo), manter um sono reparador, prática de meditação e atividade física, essas estratégias em conjunto poderiam auxiliar nessa regulação.

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