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Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação mostram que a taxa de analfabetismo no Brasil passou de 6,8%, em 2018, para 6,6%. Apesar da queda, que representa cerca de 200 mil pessoas, o Brasil tem ainda 11 milhões de analfabetos, ou sejam, incapazes de ler e escrever ao menos um bilhete simples.

A Região Nordeste foi a única a apresentar leve aumento da taxa de analfabetismo entre 2018 e 2019. Entre os mais jovens, a taxa praticamente se manteve, variando 0,03 ponto percentual. Entre os mais velhos, a variação foi de 0,33 ponto percentual. Alagoas, infelizmente, continua liderando, em números absolutos, o analfabetismo no País. O problema ainda afeta 443 mil pessoas. A taxa entre as pessoas com 15 anos ou mais no Estado passou de 19,4% em 2016 para 17,1% em 2019. Reduzir a taxa de analfabetismo no Brasil está entre as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educação no país até 2024, desde o ensino infantil, até a pós-graduação. Pela lei, em 2015, o Brasil deveria ter atingido a marca de 6,5% de analfabetos entre a população de 15 anos ou mais. Em 2024, essa taxa deverá chegar a zero. Pelos dados da Pnad, é como se o País estivesse quatro anos atrasados nesse atendimento. Reduzir o analfabetismo dos adultos – que atinge 8,3% da população com mais de 15 anos –, garantir educação de qualidade aos jovens e as crianças com menos de 5 anos de idade continuam sendo desafios para o País. É preciso melhorar também o ensino médio, em termos de atratividade e da oferta do ensino técnico público. Apesar de vencida a meta da universalização do ensino fundamental, o Brasil, que chegou a uma taxa de 97% de inclusão, ainda não atende plenamente a populações mais vulneráveis como a indígena, quilombola e de pessoas com deficiência. O fato é que o Brasil avançou muito em todas as metas, no entanto ainda não conseguiu alcançar em sua totalidade algumas delas. Há um grande desafio para um país de dimensões continentais.

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