app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 0
Opinião

RETORNO GRADUAL

.

Por Editorial | Edição do dia 31/07/2020 - Matéria atualizada em 30/07/2020 às 22h24

Estados e municípios começaram a flexibilizar, nas últimas semanas, as medidas de isolamento social adotadas para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. Depois de meses fechados, estabelecimentos comerciais puderam, shopping centers, salões de beleza e academias receberam autorização para retomar as atividades. A discussão agora é sobre quando se poderá autorizar o retorno das aulas presenciais, interrompidas desde o mês de março.

Em algumas partes do País, os governos já falam numa retomada em breve, mas educadores apontam uma série de dificuldades para que as atividades escolares possam ser reestabelecidas. Situações cotidianas, como transporte escolar, merenda escolar, atividades físicas, higienização dos espaços, cuidados com as crianças pequenas, entre outros, vão exigir protocolos rígidos e de difícil implementação. Na semana passada, o jornal espanhol El Pais publicou um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, que demonstra que colocar 20 crianças numa sala de aula vai acarretar em 808 contatos cruzados em apenas dois dias. Isso se a criança se relacionar apenas com os colegas de classe e não tiver contatos fora de casa. Uma única pessoa contaminada nesse meio, portanto, tem um potencial de transmissão gravíssimo. Por isso, para que o retorno seja seguro, é preciso aguardar a diminuição diária do número de infectados e de óbitos, melhorar as condições de atendimento na saúde, estabelecer um protocolo seguro e rígido e adotar as medidas necessárias para evitar o contágio. A ONU recomenda um retorno gradual, começando em áreas com menores taxas de transmissão e menor risco localizado. Além disso, sugere que os países desenvolvam um modelo de decisão para fechar e reabrir escolas de acordo com a necessidade. Entretanto, não bastam apenas os cuidados sanitários. É preciso fazer uma avaliação diagnóstica para verificar os diferentes estágios de aprendizagem em que os alunos se encontram, adequar planos pedagógicos e acompanhar possíveis efeitos psicológicos decorrentes do isolamento e da quarentena.

Mais matérias
desta edição