Opinião
IMPACTO NO BOLSO
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Pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra que 46% dos brasileiros constataram uma redução na renda familiar provocada pela pandemia do coronavírus. Para 45% dos entrevistados pelo instituto, a renda familiar ficou igual, e 9% relatam um aumento. A queda é maior entre aqueles com renda familiar de até dois salários mínimos (48%). O instituto também apurou que 60% dos entrevistados que receberam pelo menos uma parcela do Auxílio Emergencial dizem ter perdido renda.
Já o IBGE apurou que a pandemia fez o número de desempregados no Brasil aumentar em 20,9% entre maio e julho. Além do aumento do desemprego, a pesquisa mostrou que caiu em 3,5% o número de trabalhadores ocupados na comparação com maio, e o País perdeu 1,9 milhão de trabalhadores informais em três meses. Houve queda de 42,6% no número de trabalhadores afastados devido ao isolamento social, 3,2 milhões de trabalhadores afastados ficaram sem remuneração em julho e 4 milhões recorreram a empréstimos. Como era esperado, a pandemia teve impactos devastadores para a economia do País. Na semana passada, o Banco Central anunciou que o Índice de Atividade Econômica, considerado uma prévia do PIB, caiu 10,92% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Apesar do cenário pessimista, indicadores referentes a junho divulgados pelo IBGE mostram um resultado acima das expectativas em setores importantes da economia Analistas avaliam que os programas do governo para manutenção da renda e do emprego tiveram impacto positivo na economia. Tais medidas foram decisivas ao sustentarem a demanda dos consumidores, garantindo a recuperação parcial dos segmentos da indústria, comércio e serviços. Graças a esses incentivos, a aprovação do governo subiu, e o presidente Jair Bolsonaro já defende a manutenção do auxílio até o fim do ano. Os fatos comprovam que programas de transferência de renda têm um pacto muito positivo na economia e na vida das pessoas. Por isso, devem ser tratados como uma política de estado, executada de forma transparente e eficiente, para que chegue a quem realmente precise.