Opinião
Uso de máscaras: problemas de pele e como evitá-los
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Em meio à pandemia do COVID-19, as máscaras se tornaram um item indispensável no dia a dia, e cada vez mais observo no consultório lesões de pele provocadas ou agravadas por elas. No caso das máscaras de tecido, a maior parte das lesões estão localizadas na região ao redor da boca, nariz e bochechas, confundindo muitas vezes com espinhas. Isso acontece especialmente se a pessoa vem usando a mesma máscara sem intervalo apropriado e limpeza adequada. Elas devem ser utilizadas continuamente por até 3 horas. Porém, o que vemos são pessoas permanecendo com a máscara em contato com seu rosto por mais tempo. Dessa forma, ocorre o acúmulo de sujeira e suor, além de secreções vindas da boca e do nariz. Outras lesões também podem ocorrer, como machucados no local de contato com a pele, caso a máscara ou o elástico estejam apertados.
Em relação às máscaras cirúrgicas, utilizadas geralmente em serviços de saúde, elas são descartáveis, o que torna o risco de lesões cutâneas bem menor. E como o elástico é flexível, raramente incomodam em contato com a pele. Já a máscara N95 vem sendo muito utilizada pelos profissionais de saúde na linha de frente de combate ao COVID-19, por ser a que mais protege. Pele avermelhada, áreas machucadas e descamativas no nariz, bochechas e orelhas, são as alterações cutâneas mais comumente relatadas devido ao uso prolongado desse tipo de máscara. Algumas medidas gerais podem ser tomadas para prevenir essas lesões: - manter a higiene da face diariamente, lavando o rosto com água e sabonete pela manhã e à noite. - manter a pele hidratada, pois a pele seca se torna ainda mais sensível. - lavar a máscara com água e sabão - sempre deixar secar bem; o uso de máscaras úmidas reduz a proteção e facilita o aparecimento de dermatites. - guardar a máscara em local limpo e seco, como uma sacola plástica ou higienizada. - evitar máscaras muito apertadas; - nunca compartilhar a máscara com outras pessoas; No caso dos profissionais de saúde, existem medidas mais específicas, como: - nas áreas de fixação da máscara N95, onde ocorrem maior contato e atrito, deve-se proteger de forma mais efetiva a superfície da pele. Isso pode ser feito através de uma camada de pomada lubrificante ou usando curativos - não colocar a máscara diretamente sobre alguma lesão na pele. Em boa parte dos casos, essas medidas já previnem o surgimento das lesões. Mas algumas pessoas vão necessitar de tratamento dermatológico, com cremes, pomadas antiinflamatórias ou antibióticas. A escolha do tratamento e dos produtos para cada tipo de pele deve ser feita, preferencialmente, pelo médico dermatologista. Por isso, em caso de dúvidas, consulte o especialista em saúde da pele, o dermatologista.