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Esperan�as de casa

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A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou que as solicitações de crédito imobiliário (que demoravam em torno de duas semanas para serem analisadas) serão avaliadas em 20 minutos e que os casos especiais não demorarão mais que 24 horas. Na área de habitação, não é a primeira vez que o governo federal acena com propostas programas específicos, por dois motivos: o persistente déficit habitacional e o elevado número de pessoas que o setor emprega no país (cerca de 3,92 milhões). A Caixa anuncia outras medidas para facilitar o financiamento de imóveis. Além de prometer agilidade na consulta do crédito imobiliário, está disponibilizando pela Internet cerca de 5.000 imóveis com financiamento já aprovado pela instituição (porém todos eles estão localizados no Estado de São Paulo). Mas assegura que irá aumentar não só a oferta dos imóveis (passarão a ser 10 mil), como diversificá-las para outros estados (esperamos!). O déficit habitacional brasileiro, estimado pelo Ministério das Cidades, é da ordem de 6,6 milhões de moradias, que reconhece ser esse ?apenas o número de moradias novas que precisamos produzir. É preciso levar em conta também que mais de 10 milhões de famílias vivem em moradias carentes de uma ou mais de uma infra-estrutura?. Se estima que o governo federal deverá investir (no período 2004-2007) R$ 21,5 bilhões em habitação. Mas as notícias boas para o setor não param por aí: o orçamento da CEF destinado para habitação em 2004 sofrerá um incremento de 32% e deverá atingir R$ 7 bilhões. No entanto, convém aos candidatos a esse generoso crédito imobiliário (com prazo de pagamento de 240 meses e juros variando entre 8,16% e 10,16% ao ano, mais Taxa de Referência), colocarem as barbas de molho: em maio deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a liberação de R$ 5,3 bilhões para a compra, construção e reforma de moradias. Seis meses depois desse anúncio, são estes mesmos recursos que estão sendo destinados para o atual programa de financiamento de imóveis, pois até então não haviam sido utilizados. Que a história não se repita.

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