Opinião
Não faltam empreendedoras no Brasil
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O que falta no Brasil é incentivo para empreender.
Os governos não dão incentivos reais ou plausíveis, na verdade há desestímulo para empreender, pois começar um negócio ou empresa por aqui é via crucis burocrática das mais insanas. Manter um negócio, então, numa economia volátil e sem continuidade estratégica, é mais difícil ainda. Pesquisas nos últimos tempos indicam que as mulheres empreendem mais que os homens. Por que será? Vou tirar por mim, mas acho que serve para a maioria das mulheres. Mulheres são mais resilientes, estudiosas, multifuncionais que os homens. Outra razão, creio eu, sejam as iniciativas femininas que impulsionam a mulher a empreender pela qualificação e pelo exemplo como a ¨Rede Mulher Empreendedora¨, da Ana Fontes, e o Projeto ¨Cresça com o Goggle¨, com mulheres empreendedoras fantásticas, como a Dilma Campos. Essas e outras iniciativas, exemplos que são, arrastam mulheres. Dizem que quando uma mulher coloca uma ideia na cabeça, é mais fácil arrancar a cabeça dela do que a ideia. Isso consolida o que digo. As mulheres vão atrás de seus sonhos custe o que custar.
Eu mesma poderia estar hoje na iniciativa privada, ganhando um bom salário, acomodada, mas o mercado de eventos me chamava a empreender. Assim, fui para a OM, empresa familiar, montadora com muitos cases, que meu pai comandava. Aos poucos, com trabalho, dedicação e muito esforço fui ganhando a confiança e o respeito de todos e passei a dirigi-la. Tudo ia bem, até que veio a Pandemia. O mercado parou. O que fazer? Fechar? Desistir? Não! Buscar saídas. Busquei Para poder me capitalizar, manter atividades e ampliar mercado, criei, com ajuda de pessoas maravilhosas, a TTIF, uma empresa de calçados femininos virtual. Investi capital comprando sapatos, que eu mesmo escolhi e usei para testar, de empresas que estavam quase paradas. As vendas foram muito boas, reinvesti, ampliei o negócio e, hoje, estou ampliando a rede de vendedores no Sul e Nordeste, dividindo oportunidades com outras mulheres empreendedoras. E vem mais novidade por aí. Vamos construir pontes e fazer mulheres crescerem dos pés a cabeça, ou melhor, com a cabeça.