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Opinião

EMANCIPAÇÃO PELA METADE

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Por Editorial | Edição do dia 16/09/2020 - Matéria atualizada em 15/09/2020 às 22h38

Há 203 anos, um decreto do então rei de Portugal, D. João VI emancipou a Província de Alagoas, que pertencia à Capitania de Pernambuco. Alguns historiadores e pesquisadores atribuem o desmembramento do território alagoano a uma forma de punição da Coroa a Pernambuco, por causa da revolução que resultou na Insurreição Pernambucana, e um prêmio a Alagoas por não ter aderido ao movimento republicano. Independentemente disso, porém, é fato que a província era, na época, uma das economias mais dinâmicas e organizadas de todo o Nordeste.

Apesar de seu pequeno tamanho, Alagoas sempre teve papel relevante na história política nacional. Foi daqui que saíram três presidentes da República, entre eles os dois marechais que consolidaram o regime republicano. O Estado também legou ao País muitos intelectuais, como Graciliano Ramos, Jorge de Lima, Pontes de Miranda, Artur Ramos, Nise da Silveira, Aurélio Buarque de Holanda e Lêdo Ivo. Suas belezas naturais, sua culinária, seus folguedos e a hospitalidade de seu povo encantam turistas não só de outros estados, mas também de outros países. Infelizmente, o Estado também se destaca negativamente pelos indicadores sociais e altos índices de violência. Temos deficiência na educação, na saúde, no saneamento e na segurança pública. Somos o estado com maior número de analfabetos e também temos altos índices de violência, principalmente contra jovens negros. Do ponto de vista econômico, o Estado continua extremamente dependente da União e incapaz de caminhar com as próprias pernas Nesses 203 anos, portanto, Alagoas já viveu fases de pujança econômica mas também períodos de estagnação. Com isso, há muitas demandas a serem atendidas. Como mostra reportagem nesta edição da Gazeta, os alagoanos têm pouco a comemorar nesta quarta-feira, porque, na prática, emancipação política do Estado não representou até hoje o crescimento econômico, educacional e justiça social por todos desejado. A população espera que o Estado viva dias melhores e possa superar suas deficiências.

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