Opinião
RECORDE DESALENTADOR
.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal divulgados ontem mostram que a taxa de desemprego no Brasil subiu para o recorde de 13,8% no trimestre encerrado em julho, atingindo 13,13 milhões de pessoas, com um fechamento de 7,2 milhões de postos de trabalho em apenas 3 meses.
O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, não incluindo trabalhadores domésticos, entre maio e julho de 2020, foi estimado em 29,4 milhões – menor número já registrado na série histórica, iniciada em 2012. Isso representa queda de 8,8% (redução de 2,8 milhões de trabalhadores) em relação ao trimestre móvel anterior e de 11,3% (menos 3,8 milhões), na comparação com o mesmo período de 2019. Em Alagoas também não foi diferente. O mercado alagoano extinguiu 23.936 vagas formais de trabalho entre janeiro e agosto, uma queda de 6,77% em relação ao mesmo período de 2019; foram 58.048 admissões e 81.984 desligamentos. A PNAD também mostra que, pela primeira vez, o número de carteiras de trabalho assinadas no País ficou abaixo de 30 milhões. O ponto máximo da forma de inserção da carteira na série foi no trimestre de maio, junho e julho de 2014, dos recordes de carteira que foram alcançados e posteriormente a perda deste tipo de vínculo nos últimos anos muito em função do avanço do trabalho informal A taxa de informalidade atingiu 37,4% da população ocupada - 30,7 milhões de trabalhadores informais – e, com isso, ficou abaixo do período anterior quando era de 38,8% e dos mesmos três meses de 2019, quando era de 41,3%. Contudo, essa queda não significa uma melhora no mercado, mas sim que está havendo perda de ocupação. A população desalentada também atingiu novo recorde: 5,8 milhões de pessoas. O fato é que todo o mercado de trabalho foi impactado e vive um cenário de perdas de ocupação, de carteira de trabalho, não apenas perdas quantitativas, mas qualitativas. O momento exige do governo medidas que estimulem a retomada do crescimento para que o País possa começar a sair dessa letargia.