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50 anos de padre

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DOM EDVALDO G. AMARAL * Queria repetir para os meus leitores da GAZETA DE ALAGOAS o que escrevi na lembrança-convite de meu Jubileu de Ouro sacerdotal. Há 50 anos eu dizia, na tarde daquele inesquecível 8 de dezembro de 1954, falando em nome de meus colegas: Apraz-me lembrar, aqui, a cena de Florença. Nosso bom Pai, Dom Bosco, na sala do gabinete do ministro Ricasoli, antes de sentar-se para a memorável audiência sobre as relações entre a Igreja e o Estado italiano, que então se formava, adverte-o: ?Excelência, saiba que Dom Bosco é padre no altar, padre no confessionário, padre em meio aos seus jovens e, como é padre em Turim, é padre em Florença, padre na casa do pobre, padre no palácio do rei e dos ministros. Sempre e acima de tudo padre!?. O sacerdócio é a razão de ser de minha vida. Meu único sonho, meu ideal absoluto, minha única ambição nesta terra: SER PADRE! Por isso, dizia aos jovens no dia de minha consagração na plenitude do sacerdócio na querida Natal, que no próximo ano completará trinta anos (se Deus assim ainda me conceder): ?Como é bom ser padre!? ? lema que repeti em Maceió ao celebrar as bodas de prata de meu episcopado. Que maior alegria para um jovem, que ideal mais sublime pode existir do que consagrar sua vida inteiramente a Deus, no serviço dos irmãos, anunciando Jesus aos homens? O jovem que deixa tudo para seguir Jesus e ser ? como ele disse aos seus primeiros apóstolos ? pescador de homens, tem a excelsa alegria interior de estar a serviço do Senhor Jesus e realizar o que de melhor poderia fazer para o bem da sociedade e para a grandeza de seu pátria. Ser sacerdote de Cristo é a vocação mais divina que existe sobre a terra. E o padre é, realmente, o servidor de Deus e servidor dos homens, como escrevi em minha Carta Pastoral sobre as Vocações, e estava esculpido aos pés da Imagem de Maria na frente do seminário. Por isso, também, pedi ardentemente ao Senhor da messe e fiz o meu povo do Piauí suplicar freqüentemente: ?Dai-nos, Senhor, os padres de que Parnaíba precisa!?, que depois, nos meus 16 anos e meio de Maceió, o povo de Deus aceitou tão bem e ficou convertido em: ?Dai-nos, Senhor, os padres de que Alagoas precisa!?. A resposta do Senhor veio acima do esperado e ainda hoje continua a frutificar. Padre! Sempre e acima de tudo, padre! E padre com Maria, a Mãe de Jesus. Por isso, também, eu dizia, já concluindo o discurso citado acima e que faz hoje 50 anos: ?Das bodas de Caná, diz o apóstolo João que Maria estava presente, fazendo seu Filho operar o primeiro milagre. A Mãe de Jesus está presente ao nosso sacerdócio. Presente com o seu carinho materno, presente com a sua proteção onipotente, presente com uma infinidade de graças para nossa santificação?. Hoje, quando a Igreja comemora os 150 anos da definição do Dogma da Imaculada Conceição, que naquele dia fazia 100 anos, continuo a pedir que a Virgem, a Panaghía Theotókos, a Toda Santa, Mãe de Deus, continue presente em todos os dias de meu sacerdócio jubilar. Meus agradecimentos a todos os que me acompanharam nesses cinqüenta anos de sacerdócio e que nesses dias se uniram comigo neste hino de ação de graças e súplica ao Sacerdote Eterno, Cristo Jesus. Dom Bosco dizia: ?A maior graça que Deus pode conceder a uma família é dar-lhe um filho sacerdote?. E noutro lugar acrescenta: ?Quando um filho deixa seus pais para se tornar sacerdote, o Senhor ocupa o lugar dele na família?. (*) É ARCEBISPO EMÉRITO DE MACEIÓ

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