loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Sob amea�a da dengue

Ouvir
Compartilhar

Segundo noticiado ontem, quatro pessoas morreram de dengue em Alagoas durante esse ano. Não é uma notícia secundária, é algo que deve preocupar autoridades e a população em geral. Essa preocupação deve conduzir à conscientização de que sem um combate permanente e adequado, o problema pode virar uma tragédia. A conscientização é fundamental para que o problema seja compreendido em sua extensão, descartando estimativas incorretas que podem levar a falsas soluções. É indiscutível o esforço dos técnicos em saúde pública para a eliminação dos focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Dedicados funcionários percorrem os domicílios, esmiuçando recônditos das habitações, mourejando para eliminar foco a foco. Os carros apelidados de ?fumacê? fazem seus périplos, espalhando a névoa destinada a matar os mosquitos. Antes de se questionar a eficácia desse trabalho, é mister indagar se ele consegue atingir todos os locais que deveria atingir. Afinal, com tantos cortes de verbas e um crescente ?superávit primário? a lembrar que a prioridade do dinheiro público é outra que não as sociais, sempre é bom questionar a extensão e eficiência de projetos como esse. A quantas anda o serviço de saneamento público? Pela situação de vida em comunidades como a Vila Brejal e assemelhadas só se pode entender esse número de baixas como algo reduzido, certamente porque a população excluída está encontrando suas soluções próprias numa cidade onde os mosquitos reproduzem-se às nuvens e encontram nos canais e terrenos baldios verdadeiros centros multiplicadores. Como o Aedes aegypti não se reproduz em sujeira, boa parte da cidade deveria estar livre da ameaça, pois córregos estagnados e áreas degradadas não faltam. Os óbitos verificados são cruéis sinais de alerta, são prova do quando ainda se tem por fazer. A população deve responder ao chamado das autoridades e esmerar-se em eliminar os prováveis focos de reprodução e o governo deve esforçar-se mais ainda para que esse grave problema não se transforme numa grande tragédia.

Relacionadas