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Crise na Sa�de

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O dia de ontem foi pródigo em péssimas notícias para a população que depende dos serviços prestados pelo Sistema Unificado de Saúde (SUS). Primeiro foi a Santa Casa de Misericórdia, que suspendeu as internações seletivas, alegando que não recebe há quatro meses o pagamento devido pelas internações efetuadas. Segundo a direção do hospital, o débito seria algo em torno de R$ 2,6 milhões. A segunda notícia tem mais uma vez como protagonista a Unidade de Emergência Armando Lages. Uma visita surpresa levada a cabo por representantes do Conselho Regional de Medicina, Ministério Público, Sindicato dos Médicos e Procuradoria Federal do Trabalho, constatou que, dentre outras irregularidades, os pacientes ficam nos corredores esperando atendimento em pé ou em macas espalhadas pelo chão, pois as enfermarias estão lotadas. Para completar, o Hospital de Doenças Tropicais, cujo corpo técnico é reconhecido como o mais especializado no tratamento de doenças infecto-contagiosas (tuberculose, meningite, Aids, dentre outras), corre o risco de ter seu funcionamento prejudicado, pois os funcionários (prestadores de serviços) que cuidam da parte burocrática relativa ao repasse do SUS estão sendo afastados. E, em conseqüência da inexperiência dos funcionários, os R$ 120 mil mensais repassados pelo SUS podem sofrer atraso. Alguns dos problemas que ganharam as manchetes dos jornais, ontem, são velhos conhecidos dos alagoanos. De um lado, o governo federal é acusado de contingenciar recursos para fazer caixa e atender a meta do superávit primário; de outro, a rede hospitalar privada é taxada de adotar um modelo ultrapassado de atendimento, baseado na produção e no teto financeiro. Por outro lado, é cada dia mais preocupante a realidade do Hospital de Pronto-Socorro (Unidade de Emergência). A situação é de tamanha dificuldade, graças ao acúmulo de pacientes num centro médico que já passou da época de ser ampliado, que nem é preciso visita de surpresa para comprovar as dificuldades que todos já sabem. A grande novidade nessa área não é a identificação dos problemas, é a apresentação de soluções práticas e efetivas. Essa é a prioridade.

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