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O Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL) completa, neste 2 de dezembro, 134 anos de sua fundação, por iniciativa de um grupo de alagoanos, tendo à frente o próprio presidente da então Província de Alagoas, José Bento de Figueiredo Júnior (1833-1850). Maceió contava apenas 30 anos como capital do Estado quando ele foi criado, destacando-se, inclusive, pelo fato de ser a terceira instituição no gênero, em todo o País, depois do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, criado na então Corte, em 2 de outubro de 1838 e o já citado, de Pernambuco, fundado no Recife, a 22 de janeiro de 1862. Sem o IGHAL seria mais difícil e, em muitos casos, até impossível, os estudiosos da história alagoana ter as pautas e as essenciais fontes para elaborar suas obras, complementar, reparar e aperfeiçoar as narrativas sobre suas personalidades e acontecimentos. Sem a sua revista, que, nesta data, completa 121 anos, mantendo-se como o mais antigo veículo de informação no Estado, até o instituto teria maiores dificuldades para lembrar, agora, a importância da sua existência, origem e finalidade. Do inestimável valor dos acervos da biblioteca e do museu, com a descrição sumária de cada livro, de cada peça, de cada documento. Ali, hoje, o visitante, o pesquisador, notam, antes de tudo, o zelo pelas memórias nacional e alagoana. Pela preservação de todos os seus setores. As evidências de sobra de uma casa das mais organizadas. E nos arquivos deste patrimônio secular, relíquias, raridades dos primeiros anos do Brasil ainda quando colônia de Portugal. O histórico casarão da antiga Rua do Sol logo chegará aos 200 anos, festejará novos séculos de existência. Porque os dirigentes e integrantes do passado e atuais e, certamente, os do futuro, souberam, sabem e saberão o que significa o conhecimento por meio da cultura, da pesquisa, do incentivo às letras, nas vidas dos povos. Resta-nos torcer para que assim seja, livrando o IGHAL das insensibilidades que têm atingidos outras instituições nessa área, e que essas sejam recuperadas para a valorização, que ainda falta, das nossas verdadeiras tradições culturais.

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