loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

O erro

Ouvir
Compartilhar

GILBERTO DE MACEDO * Errar é todo ato contrário à verdade. Contradiz a realidade, duvidando-se da lógica do processo. Nega a evidência dos fatos. Desatende às leis da vida. Desobedece as regras da sociedade. Contraria os princípios jurídicos. Recusa as nações dos conhecimentos estabelecidos e atualizados. Enfim, tantos erros possíveis quantos são formas de existência. Há uma multiplicidade de erros variados, cada qual erra à sua maneira. É fenômeno humano de todas as esferas e manifestações. A tal posto que Magie pode dizer que ?Só não erra nunca/o que nunca faz nada?. Como o ser humano não é perfeito e são infinitos os moldes da realidade, eis a razão dessa variedade de erros e de sua freqüência cotidiana. Sucedem-se em toda parte, e com todas as pessoas. Tanto que se criou o ditado: ?errar é humano? mas, por outro lado, e o homem dotado de inteligência para, uma vez cometido o ato, distinguir o certo do errado; e de consciências critica, que diz da necessidade de si corrigir. Isso é o normal. Persistir, fugir disso, como bem dizia o filósofo Cícero: ?Errar é próprio do homem, mas/ perseverar no erro é coisa de tolo?. Isso na visão da consciência crítica da mente desenvolvida; mais além no âmbito transcendental da vida espiritual, cabe dizer com santo Agostinho que ?Humano é errar, mas insistir voluntariamente no erro é diabólico?. Seja qual for o caso, todavia, não é aceitável tal persistência. Por isso, desde cedo, na educação, há que se advertir para a necessidade de se desenvolver uma atitude saudável e construtiva de serena e criticamente, procriar aceitar, logo que seja constatado o engano. É isso, nas diversas modalidades, a seguir expostas. Erro de percepção, em relação ao que se vê. Erro da afetividade, a respeito do próprio sentimento, tal como ocorre nas relações de amizade, na vida amorosa, como no caso da paixão. Erro da inteligência, no campo das atividades intelectuais, tal como se dá no cálculo matemático, na interpretação da linguagem do texto, na lógica do método de pesquisa nas ciências, e na reflexão filosófica. Erro da imaginação, quando se confunde imagens internas com figuras externas, ilusão com fatos, desejos com acontecimento. Erro de pensamento, do raciocínio, quando se avalia mal determinada situação, e se planeja impropriamente uma estratégia de ação que não atende à realidade da mesma, levando ao fracasso da ação. Erro de memória, do esquecimento duradouro, e do lapso, que leva à confusão no tempo, sobretudo de passado e presente. São todas essas manifestações parciais. Porque há os erros globais, que envolvem toda a pessoa através do comportamento, a saber. Erros de julgamento quando se aprecia imerecidamente determinada pessoa, para mais ou para menos. Erro profissional: médico, jurídico, técnico, na engenharia, na administração, no ensino escolar. Erro estético, na criatividade, quando se confunde os ideais da beleza, ou não se sabe apreciar o valor da obra. Erro ético, de mais graves conseqüências acontece na convivência, nas formas de comportamento anti-social, na corrupção política, na violência, na delinqüência. Afinal, erros involuntários, acidentais, imprevistos, e erros previstos, voluntários, pré-determinados. São todos prejudiciais, razão por que há de se estar advertido para suas possibilidades de ocorrência, evitando-os ou corrigindo-os. (*) É MÉDICO

Relacionadas