loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Covid-19 – Mitos e verdades

.

Ouvir
Compartilhar

Desde o início da pandemia pelo novo coronavírus, o mundo precisou reinventar-se. Tudo parecia ter mudado. E realmente mudou. Em fevereiro de 2020 foi divulgado o primeiro caso no Brasil. O que parecia tão distante, finalmente chegara até nós. Algo novo e completamente desconhecido para cientistas, profissionais de saúde e toda a população. Vários questionamentos foram levantados. O mundo inteiro procurava entender mais sobre esse “inimigo” elusivo. Graças a ciência e os diversos estudos desenvolvidos desde então, já pudemos lançar alguma luz nas muitas perguntas, dúvidas e mitos que pairavam sobre nossa cabeça. Vamos responder as mais frequentes, o que pode incluir a sua. Confira a seguir.

Com o surgimento do novo coronavírus veio o grande questionamento: De onde surgiu esse vírus, afinal? Veio do morcego, pangolim, bicho das águas? Muitas teorias foram levantadas, hoje a mais aceita é que tenha sido originado de uma zoonose, doença transmissível entre humanos e animais. Os coronavírus são comuns na natureza e têm nos morcegos seus hospedeiros preferidos. Contato próximo, como a própria caçada – comum na china e diversas outras partes do mundo – pode expor a pessoa a fezes, urinas e secreções, podendo estas estarem repletas de vírus. Não podemos precipitadamente apontar cultura chinesa como a gênese da atual pandemia no entanto, sendo importante ressaltar que vários lugares do mundo consomem carnes que podem ser consideradas exóticas. Ainda se fazem necessários mais estudos para afirmarmos de forma definitiva a origem da mesma. E então veio o segundo grande questionamento. Se eu já fiquei doente, eu posso ser infectado novamente? Ou estaria livre? Em agosto, o primeiro caso foi publicado em Hong Kong por sequenciamento genético, outros dois relatos europeus foram publicados após a primeira divulgação, além de um de um paciente do Equador. A mais nova publicação pela revista cientifica britânica Lancet, realizada neste mês de outubro, registrou mais um caso de possível reinfecção, desta vez nos Estados Unidos. Logo, até que mais estudos sejam realizados é necessário mantermos todas as medidas de segurança como lavar as mãos e distanciamento social. No Brasil temos atualmente mais de 5 milhões de casos confirmados onde mais de 4 milhões apresentam recuperação. Deste grande montante, muitos pacientes vêm se queixado de persistência de sintomas, mesmo após o período de recuperação. Um estudo italiano cujos resultados foram publicados no periódico cientifico americano JAMA, acompanhou pacientes que foram hospitalizados com a doença e evidenciou que alguns deles tinham sintomas persistentes após a fase aguda, como fadiga (cansaço), falta de ar, dor torácica, tosse, entre outros. Porém, ainda são necessários mais estudos para avaliar o impacto a médio e longo prazo da fase aguda e suas possíveis sequelas nos pacientes. Ainda há muito para se aprender sobre esse “inimigo”, que graças aos esforços da comunidade científica internacional, já não é mais tão obscuro assim. Estaremos juntos nessa luta e a melhor forma de vencermos é através do conhecimento, informação por fontes seguras e medidas de prevenção simples, como uso de máscara e evitar aglomerações.

Relacionadas