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N�o � viol�ncia

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Os números que acabam de ser divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e que publicamos na edição de ontem, mostram que já é tempo de serem adotadas medidas mais severas contra a banalização das vidas das pessoas em todo o País. Eles são suficientes para aumentar as preocupações de cada morador de todas as regiões brasileiras com o crescimento da criminalidade causada por vários tipos de violência. Os esforços pela segurança de cada brasileiro devem envolver todos os poderes. Principalmente em relação aos assassinatos, à esta verdadeira guerra civil que tem causado maior quantidade de vítimas na população jovem, inclusive crianças. Como sabemos, na maioria desta última modalidade de crime predomina o uso de armas de fogo. Daí concordarmos com os defensores de um mais rigoroso controle quanto à venda, ao porte e utilização delas. Cada cidadão deste País deve torcer pelo sucesso das novas e próximas regras sobre o controle das armas. Começando a acatar o Estatuto do Desarmamento, em vias de ser sancionado, evitando alterações na lei, que possam transformá-la em letra morta. Podemos, sim, pretender o aperfeiçoamento das normas existentes nessa área, e não concordar com mudanças que não venham atender aos anseios das pessoas de bem que querem viver em paz. A sociedade precisa que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se unam na busca das melhores alternativas para o enfrentamento dos graves desafios, entre os quais a onda de assassinatos com o uso de armas de fogo, mesmo que tenhamos a certeza de que nem tudo que consta do Estatuto do Desarmamento será colocado em prática, e que seus próprios elaboradores e parlamentares que o defenderam e aprovaram na Câmara e no Senado achem que os crimes mediante o uso de armas de fogo não deixarão de acontecer. Ela necessita de exemplos que a façam acreditar mais nos propósitos, nas intenções de seus dirigentes e nos executores das leis, para que as causas e efeitos das mortes por armas sejam reduzidas de maneira bastante satisfatória. Para isso é também necessário e urgente que passe a existir a maior certeza da punição. Que se atente para o que tem sido afirmado por muitos especialistas, de que a maioria dos criminosos não se especializa em apenas um tipo de infração.

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