Opinião
Realiza��es adiadas
Terminou ficando para o futuro - se próximo ou distante, só Deus sabe - a realização da maioria dos anseios do povo brasileiro, reacesos com as promessas feitas nos recintos fechados e nas ruas ao longo da última campanha eleitoral. Principalmente da expressiva e crescente parcela dos segmentos mais sofridos e discriminados da nação. Como Deus também é brasileiro, toda essa gente espera e necessita, com a fé renovada, que, pelo menos, boa parte das ações anunciadas em seu favor, mediante profundas mudanças nos campos da política, da economia e, sobretudo, em relação ao social, comece a ser implementada em 2004. São incontáveis os planos e programas que necessitam ser levados a bom termo em tempo hábil. A maior parte deles depende, lógico, de seriedade, de vontade política efetivamente decisiva. Está inserido, nessa lista, o tão falado Estatuto da Cidade, com a manutenção dos princípios estabelecidos por lei, cujo cumprimento da primeira fase de implementação está previsto para até 2006, em consonância com a função social. De há muito, a sociedade brasileira carece de gestores da coisa pública que invistam mais em realizações suficientes à retomada do crescimento do que em discursos. Que se preocupem mais com a realidade verdadeira, com os problemas sociais e econômicos cujos indicadores têm aparecido cada vez mais lastimáveis nas estatísticas de organismos internacionais. E também em estudos desenvolvidos por organismos estatais. No rol das necessidades maiores, deve haver espaço privilegiado para o novo pacto político, para o aperfeiçoamento dos benefícios e o combate aos problemas que podem ocorrer com as reformas previdenciária e tributária, além de outras alterações há muitos anos necessárias e inadiáveis. Especialmente, nas áreas do Poder Judiciário e da política partidária.