Opinião
ELEIÇÃO QUENTE
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Levantamento do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania mostra que pelo menos 15 candidatos nas eleições municipais deste ano foram assassinados no Brasil desde que os partidos fizeram suas convenções para oficializar as candidaturas. Foram mortos 14 candidatos a vereador e um candidato a prefeito em cidades de interior em 12 estados, o que significa uma média de assassinato ligado à eleição a cada três dias. Ainda foram registrados no mesmo período ao menos 19 tentativas de assassinato de candidatos com armas de fogo. Em parte dos casos, os candidatos chegaram a ser atingidos por tiros, mas sobreviveram.
De acordo com o pesquisador Pablo Nunes, 2020 está sendo particularmente mais violento do que anos eleitorais anteriores. Entretanto, não é possível precisar quantos e quais crimes tiveram a disputa política como motivação. No Brasil, afirma o professor, nem 10% das mortes violentas chegam a uma resolução de quem cometeu e por quais motivos. Isso porque as investigações podem durar anos, e muitas vezes os inquéritos são muito frágeis. No caso dos políticos assassinados neste ano eleitoral, diz o professor, há um padrão de candidatos mortos em emboscadas com tiros em locais públicos, o que sugere a possibilidade de execução na maior parte dos casos. Em Alagoas, três municípios – Limoeiro de Anadia, Batalha e Mata Grande – terão reforço de tropas federais nestas eleições. Os militares das Forças Armadas vão atuar para garantir a segurança durante a votação e a apuração dos votos durante o primeiro turno das eleições municipais, marcado para o dia 15 de novembro. O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, ressaltou que a medida se justifica porque nestes locais há histórico de conflitos em pleitos anteriores, um efetivo reduzido da Polícia Militar, e por isso, a necessidade de garantir a segurança e a integridade física da sede do cartório eleitoral e de servidores. É preciso que as forças de segurança atuem com vigor para garantir a tranquilidade do processo eleitoral e a Justiça puna os culpados, algo essencial para fortalecer a democracia.