Opinião
Solu��es lentas
Dados do Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram o País ainda bastante carente de investimentos voltados para a melhoria das condições de vida da maior parcela de sua população. As necessidades são maiores onde existem mais pessoas merecedoras de ações eficazes por parte dos poderes públicos. Principalmente no que diz respeito aos problemas na área da saúde. Os desafios nesse campo não serão enfrentados adequadamente enquanto tivermos de conviver com algumas situações por demais lastimáveis e vergonhosas. Uma delas: a existência de mais de 3 milhões de moradias espalhadas pelas diversas regiões brasileiras, sem esgoto, sem banheiro, sem um sanitário sequer. Este e outros números constrangedores foram revelados no Censo 2000, onde os estados do Centro-Oeste, Nordeste e Norte puxam para baixo a estatística da condição sanitária das unidades residenciais. O Norte tem pouco mais de três a cada 10 domicílios com esgoto encanado. E o Nor-deste se mantém na retaguarda com menos de 70% das residências com serviço de água. Temos que deixar de andar lentamente com medidas que possam engrandecer ainda mais o País nos setores econômicos e sociais. E sem expansão dos serviços, como o de saneamento básico, e de abastecimento de água de qualidade, tudo que pode levar o País ao futuro ideal fica mais difícil de ser conquistado. Mas, continuamos esperançosos de que as deficiências em relação ao que estamos tratando, serão substituídas pelas soluções de há muito aguardadas. Em conseqüência, viveremos com mais saúde, com os recursos hídricos menos contaminados. Os rios, como o nosso São Francisco, revitalizados. O País com mais indústria, atraindo mais investidores. Teremos uma economia mais desenvolvida. O Brasil mais competitivo. As atividades turísticas mais prósperas. O anúncio de que seis estados do Nordeste vão receber cerca de R$ 586 milhões do governo federal, em forma de financiamento para obras de abastecimento d?água e esgotamento sanitário, já é um bom sinal. Resta saber quando Alagoas, um dos estados mais necessitados de saneamento, será devidamente contemplado.