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Opinião

Um novo olhar sobre o mau comportamento

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Como você tem lidado diariamente com o mau comportamento do seu filho? Anda sem paciência, gritando, sendo punitivo? Você acha mesmo que dessa forma vai educar seu filho positivamente? Através da punição a criança pode até cessar o mau comportamento momentaneamente, mas será apenas por puro medo e esse comportamento voltará brevemente. Temor, é isso que os pais despertam nos filhos quando reagem de maneira agressiva sem saber das consequências a longo prazo.

Mas afinal de contas, o que fazer nessas horas? Será que existe uma saída que seja menos invasiva para os filhos e menos estressante para os pais? Pois bem, convido vocês pais a olharem esse conflito de outra forma. O mau comportamento é gerado pela ausência de habilidades eficazes do ponto de vista do desenvolvimento, ou seja, é quando a criança ainda não tem uma comunicação eficaz que seja capaz de expressar exatamente o que está sentindo. Então, ela utiliza o cérebro primitivo como sua única opção de reação, que vem através da birra, teimosia, bater, morder entre outros. A falta de consciência dessas limitações da criança bem como a falta de habilidade para lidar com esse comportamento por parte dos pais culminam em uma disputa de poder entre a criança e o adulto. Essa disputa de poder se estende em várias situações corriqueiras das crianças e o que acontece é que além de ficar medindo esforços com a criança, você não muda sua postura. Para piorar essa disputa você entra na força física, tentando mostrar quem manda, então nesse momento você está mostrando para a sua criança que usando da violência física, você consegue tudo o que quer. Imagine outra situação: Sua criança passou a manhã na escola, a tarde fez atividades esportivas e você passou para buscá-la ao final do dia. Mas antes de voltar para casa você decide passar no shopping para pagar umas contas. De repente, ao passar em frente à loja de brinquedos, começa aquele escândalo por uma boneca nova. Terrível né? Mas vamos pensar um pouco. A criança está cansada, com fome e você insiste em quebrar a rotina para realizar uma atividade que ela não tem interesse. Vocês passam em frente a uma loja toda colorida, pensada por profissionais para chamar sua atenção de uma criança e você quer que ela ignore e se comporte bem? Quantas vezes você, adulto totalmente desenvolvido, apelou para um chocolate em um momento de estresse? Será que seria possível evitar aquela situação com um pouco de empatia? A reflexão que quero deixar é que temos que compreender melhor de onde vem tais comportamentos para sermos capazes de gerenciar essas situações, pois, na maior parte das vezes, esse tal mau comportamento é simplesmente uma reação de uma situação que nós adultos criamos. Somos seres sociais e afetivos e a todo momento estamos buscando essa afetividade, importância e aceitação em nossos cuidadores para nos sentirmos seguros e amados. Ser respeitoso com seu filho, ter empatia e acolhê-lo vai fazer com que ele se torne emocionalmente aceito, compreendido e seguro.

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