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Opinião

Voto na vacina

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Alain (1868-1951) escreveu: “Nada é mais perigoso do que uma ideia quando se tem apenas uma”. Enquanto o mundo sofre angustiado para se livrar da pandemia de Covid-19 e de todas as suas nefastas consequências, tem na ciência a sua única esperança e a ciência reafirma que a vacina é a sua única saída, alguns isolados mandatários mundiais conseguem menosprezar os milhares de mortos (no Brasil acima de 164 mil), os sequelados graves, os prejuízos econômicos e continuam debochando inescrupulosamente dessa tragédia mundial.

O comportamento do presidente Bolsonaro no episódio da vacina do Instituto Butantan, comemorando euforicamente a suspensão advinda da morte de um jovem suicida - “Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, “A vacina do Dória mata, causa anomalia, invalidez”, “Não somos um País de maricas para ter medo dessa virose” -, menosprezando novamente a virose letal que deixa milhares de familiares deprimidos com as perdas dos seus entes queridos, é chocante. A sequência de desequilíbrios incluíram a ameaça aos EUA com “uso da pólvora”, sandices que se somam às manifestações antidemocráticas , àquela indecorosa reunião ministerial, quando todos os palavrões vernaculares e agressões à família brasileira foram proferidos à exaustão, e se somam à tantas outras desarmonias mentais. Esses repetidos desequilíbrios tornam a imagem brasileira no exterior fortíssimo motivo de chacota universal. O presidente Bolsonaro deveria incentivar a indispensável vacinação, todavia, a sabota e atormenta a tão angustiada população brasileira, tendo como objetivo atingir politicamente o seu adversário Dória, mesquinha intriga eleitoreira que desinteressa a Nação. Trump é o inspirador dessa negação da ciência e da sabotagem à democracia. Ele e Bolsonaro deterioram a democracia que os elegeu, menosprezam a ciência e “farão o diabo” para manter o poder, mesmo que para isso, mais e mais inocentes sejam mortos pela pandemia de Covid-19. O Brasil precisa de todas as vacinas que possam ser aprovadas pela Anvisa, que não pode sofrer influência política e necessita manter a sua indispensável credibilidade. O que tem atormentado Bolsonaro fazendo-o abandonar a máscara “paz e amor” e retornar ao seu perfil de fomento e de propagação do ódio e das agressões estertoras é o avanço das investigações das rachadinhas que envolvem diretamente seus familiares mais próximos. O fracasso de seus candidatos nas eleições atuais desestabiliza ainda mais sua instável mente em sua única e obsessiva ideia - a reeleição em 2022. Os candidatos de Lula seguem o mesmo malogro eleitoral sinalizando que a nefasta polarização, a radicalização e a promoção dessa guerra eterna já exauriram a população e clamam por um centro moderado, onde a civilidade e o comedimento possam estar presentes e evitem corroer e desacreditar instituições nacionais como a Anvisa e as Forças Armadas.

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