Opinião
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi bastante feliz quando classificou o Estatuto do Desarmamento, que sancionou ontem, como um ?um presente de Natal? aos milhões de brasileiros que querem o fim da violência no País. E disse que nada é mais urgente do que construir a paz e nada é mais eficiente para evitar a violência do que fortalecer a paz. O próprio chefe da Nação, usando dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), lembrou, na mesma ocasião, que mais de 400 mil pessoas foram vítimas fatais de assassinatos durante a década de 90 no País, sendo a maioria jovens de até 24 anos de idade. Mas, antes, em seu discurso, deixou claro que o estatuto pode não ser a solução pode não ser a solução para tudo, mas tem um peso excepcional até que será realizado o referendo popular para decidir sobre a proibição total de vendas de armas no Brasil. Como já dissemos neste espaço, foi da maior importância a participação de quanto contribuíram, de alguma forma, para dotar o País de mais um conjunto de normas voltadas para os abusos e todas as formas de agressões praticados com o uso de armas de fogo. Mais importante ainda será a mobilização dos diversos segmentos da sociedade civil organizada, a fim de que as medidas ora propostas comecem a ser eficazes e sejam aperfeiçoadas sempre de acordo com as expectativas da esmagadora maioria dos brasileiros que vêm se sentido cada vez mais sem segurança. Para isso é necessário que os poderes se unam, que um maior número de entidades governamentais e não-governamentais somem esforços contra a banalização das vidas, exigindo o cumprimento das leis, o fim da certeza da impunidade. Sabemos que as lutas voltadas contra o crescimento da criminalidade e da violência dependem e muito de ações bem-sucedidas para eliminar as desigualdades sociais, as causas que têm levado muitos à delinqüência. Como disse também o presidente Lula, ?é preciso dar à paz o seu verdadeiro nome: justiça social?.