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Tecnologia e educa��o

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ADRIANA BRANDÃO * As formas atuais como vem sendo trabalhada a educação pressupõem que a sociedade em que estamos inseridos experiência uma nova realidade: a da tecnologia da informação e do conhecimento que, por sua vez, propõem novos paradigmas que se referem essencialmente aos ditames da conjuntura atual que procura de diversas maneiras maximizar os propósitos dessa nova realidade. Através de investimentos feitos em tecnologias telemáticas de alta velocidade que desencadeiam pontes novas entre o presencial e o virtual, velhos paradigmas estão sendo debelados para darem lugar às novas formas de gestão educacional que está pressionada pela transição do modelo de gestão industrial para o da informação e do conhecimento. Sob esta ótica, fica prevalecendo novos modelos de comportamento, os quais as sociedades essencialmente aquelas pertencentes ao terceiro mundo não estão se adaptando. Além disso, fatos como a emergência do neoliberalismo econômico que incita o uso cada vez mais crescente de tecnologias, que por sua vez se reflete na globalização, na abertura de mercado, no estímulo às privatizações de empresas estatais e na elevação das taxas de juros, promovem o desemprego e, conseqüentemente, o pauperismo resultante dessas formas de se conduzir cada vez mais esse novo mundo, agora globalizado. Se por um lado essa nova realidade produz um universo de facilidades, por outro, traduz a exclusão social tendo em vista a inexistência de uma sincronia entre a realidade das pessoas, no que tange às competências pessoais, do objeto e, conseqüentemente, relacional e as novas formas de exploração dessas novas tecnologias, pois não há investimento em capital social e humano, sem falar nas conseqüencias do capitalismo puramente economicista. A problematização da questão está no fato de que o século XXI não será o tão alardeado século da tecnologia, será também o retorno ao obscurantismo e à barbárie, com a possibilidade de desaparecimento e marginalização de milhares de seres humanos. Na educação, essas novas tecnologias inserem a certeza de que cada vez mais as sociedades necessitam de qualificação para acompanhar essas mudanças sem serem, no entanto, atropeladas ou até mesmo engolidas pelo espectro dessa evolução tão desumana que substitui o trabalho humano por máquinas. Neste aspecto, a educação pressupõe essa emergente necessidade de se trabalhar a tecnologia como meio para si mesma, por isso a educação, hoje, reflete a exploração de um método de ensino muito mais estratégico, possibilitando uma criação de autonomia por meio do estímulo à criticidade, fazendo com que o ambiente de sala de aula seja cooperativo, no qual todos partilhem seus conhecimentos. Assim, os alunos por si mesmos produzem o conhecimento, superando definitivamente a tendência de educação tradicional. Se não forem trabalhadas as possibilidades de uma adequação a esse novo mundo de incríveis tecnologias, através de um factível desenvolvimento humano (capacidade de criar e recriar o conhecimento: know how) e social (maneira pela qual as sociedades se organizam), todos seremos arrastados por essa nova onda. Finalmente, as possibilidades educacionais que se abrem são fantásticas em vista do alargamento dos meios de transmissão de informações, sem falar que o ensino viabilizado através das novas mídias será uma revolução se mudarmos simultaneamente os paradigmas. É irrefutável que mais do que nunca precisamos de professores que sejam capazes e estejam dispostos a tornarem-se aprendizes que acompanham seus alunos, numa constante construção mútua do conhecimento. (*) É JORNALISTA E PROFESSORA

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