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Opinião

As crianças e as punições

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Já imaginaram que a forma como nos comunicamos com nossos filhos tem um poder muito grande no seu comportamento e desenvolvimento? Quando utilizamos de punições, humilhações e colocando de maneira severa o nosso autoritarismo com as crianças, estamos fazendo com que esse comportamento seja internalizado e elas acabem reproduzindo com outras pessoas e até´ com nós mesmos. Sem falar nos danos pessoais e nos sentimentos de medo, de fracasso, de incapacidade, de culpa, de tristeza, entre outros que estão envolvidos nesse processo.

Talvez você nem imagine que isso tudo ocorra com o seu pequeno quando você^ utiliza essas estratégias acima. Mas o fato e´ que as crianças fazem o que veem, o que experimentam e o que e´ passado para elas. Isso e´ tão forte e tão presente que pensamos agora um pouco sobre nossa criação e no estilo parental dos nossos pais. Muitos de nós tivemos pais punitivos, repressores e, por conta disso, apenas reproduzimos esses comportamentos com nossos filhos. Nossos pais não tinham conhecimento e nem ferramentas naquela época, mas hoje tudo mudou. Porém sabemos que esses danos nos acompanham até hoje. Somo uma geração adoecida e isso já foi comprovado em vários artigos e estudos. O que poucas pessoas sabem e´ que você^ não precisa fazer do mesmo jeito que seus pais, que você pode se libertar das punições e que existe uma forma de você^ educar seus filhos com firmeza e gentileza, gerando uma conexão com eles, um respeito mútuo, desenvolvendo habilidades de vida que são de suma importância para seu desenvolvimento. Essa forma e´ a Disciplina Positiva, como já expliquei em artigos anteriores. Mas nesse texto quero me deter um pouco ao modelo usado por muitos pais até hoje, que é a punição. Sabemos que a punição gera sofrimento nas crianças, contudo para a grande maioria dos pais e´ mais fácil fazer com que a criança sofra pelo seu mau comportamento do que ajudá-la a mudar. O livro Disciplina Positiva de Jane Nelsen nos traz que a punição gera muitas consequências, principalmente ao longo prazo. Ela também nos faz refletir sobre se isso e´ o que queremos de fato para a educação dos nossos filhos Quando utilizamos de punição na educação dos nossos filhos, vários sentimentos permeiam a cabeça deles no meio daquele conflito. Sentimentos de raiva, de medo de incompetência, de vingança, entre outros. As consequências são descritas pela autora como “Os quatro R da punição” que são eles: 1. Ressentimento – “Isso não é justo. Eu não posso confiar nos adultos” 2. Retaliação – “Eles estão ganhando agora, mas eu vou me vingar”; 3. Rebeldia – “Eu vou fazer exatamente o contrário para provar que eu não tenho que fazer do jeito deles”; 4. Recuo: a) Dissimulação – “Eu não vou ser pego da próxima vez”; b) Redução da autoestima – “Eu sou uma pessoa ruim”. O primeiro passo para mudarmos a forma que tratamos nossos filhos é reconhecer que sentimentos estamos causando com a punição. E através dessa reflexão assumirmos nossa parcela de contribuição para tal comportamento e a partir dai mudar nossa forma de se comunicar para ver o reflexo nos nossos filhos.

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