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PACTO DAS L�GRIMAS

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A frase do grande escritor Machado de Assis, ?as lágrimas não são argumentos?, tornou-se bastante conhecida e faz parte das destacadas citações do consagrado Autor, fundador da Academia Brasileira de Letras. Embora, significativas, as lágrimas não seriam assim, nos diálogos e encontros da vida, suficientes como uma atitude ou mesmo uma reação de amplo convencimento. Restando considerar a motivação ditada pelas circunstâncias. O escritor e ensaísta francês Pascal Bruckner lembrou em seus trabalhos a afirmação de que, o século XVIII gostava de chorar. O célebre escritor e filósofo Jean Jacques Rousseau cantava a beleza do soluço libertador. Bruckner cita ainda o registro dos pesquisadores, amantes da cultura, ao se entregarem publicamente aos gestos de felicidade e encantamento, bem como da tristeza. Existiria um verdadeiro ?talento para as lágrimas?, digno de um estudo histórico. Os grandes feitos e as vitórias celebradas, em vários campos de disputas, geram lágrimas que se misturam com sorrisos nos cenários das comemorações. Emoções que festejam as medalhas recebidas e as premiações pelas marcas alcançadas. Há vários tipos de choro, de acordo com as situações enfrentadas, sendo a mulher sempre a principal presença da revelação das lágrimas. O homem, desde cedo, recebe uma educação para não chorar. E essa ocorrência, quando acontece, será sempre apontada como um sinal de fraqueza. Depois, a vida ensina ser preciso chorar também para desafogar as mágoas e sobreviver às tempestades. Mesmo assim, terá de procurar manter um nível de elegância no chorar, uma certa dignidade, na postura de seus lamentos. Desde os tempos bíblicos há homens que perderam a cabeça por causa das lágrimas de uma mulher. Os conflitos sentimentais deixam marcas nos olhos e feridas no coração. As histórias de amor possuem registros de lágrimas, tanto poéticas como dramáticas. O escritor francês Victor Hugo, o mais admirado na história de seu país, deixou uma sentença memorável ? O homem é forte pela razão; a mulher invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove.

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