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Opinião

PLANO DE VACINAÇÃO

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem que a sociedade “entrará em pânico” caso o País não tenha um plano de vacinação contra a Covid-19. Ele cobrou que o governo trabalhe em um plano de vacinação e disse que o Poder Legislativo decidirá uma estratégia com ou sem a participação do Palácio do Planalto.

Já o governo de São Paulo informou ontem que o plano de vacinação com a CoronaVac começa no dia 25 de janeiro de 2021. O primeiro grupo a receber a vacina – produzida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan – engloba profissionais de saúde, indígenas e quilombolas de todo o Estado. Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro disse também ontem que, se tiver certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, uma vacina contra a Covid-19 será oferecida gratuitamente e de forma não obrigatória a toda a população. Bolsonaro não especificou se isso valerá para qualquer das vacinas em desenvolvimento. Em outubro, ele desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e afirmou que o governo federal não compraria a CoronaVac. No momento em que o mundo comemora o possível início da vacinação contra o novo coronavírus, é preciso que o País tenha um plano claro e detalhado de como se dará o processo. O ideal é que se organize isso em conjunto, entre o governo federal, estados e municípios. O Brasil possui um bem-sucedido plano de imunização, que já garantiu grandes avanços como a erradicação da poliomielite e o controle de outras doenças. É preciso aproveitar essa experiência e aplicá-la também no caso do coronavírus. Além disso, é preciso despolitizar a questão. O que está em jogo é a saúde e a própria vida dos brasileiros. A declaração feita ontem por Bolsonaro pode ser considerada um avanço, mas isso preciso se transformar em ações concretas. Não é o momento para disputas políticas ou ideológicas. É urgente definir um plano que diga como o setor público, em todas as suas instâncias, vai trabalhar e também oriente o setor privado.

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