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NATAL NA PANDEMIA

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Apesar de algumas autoridades do governo insistirem no discurso negacionista, os números mostram que a epidemia do novo coronavírus está longe de acabar e, mais ainda, está recrudescendo. Em Alagoas, depois de um período de estabilidade, o número de casos e de óbitos voltou a subir, e os hospitais privados já encontram dificuldade para atender à demanda por leitos.

A grande esperança é a vacina, que já começou a ser aplicada em vários países. Entretanto, o Brasil está atrasado, numa situação que mistura negacionismo com guerra política e falta de estratégia. Enquanto isso, boa parte da população parece não se dar conta da gravidade da situação e continua circulando sem máscara e se aglomerando. Diante do quadro preocupante, governos de vários estados lançaram recentemente propagandas impactantes sobre o risco de transmissão da Covid-19 entre pessoas da mesma família quando o isolamento social e as medidas de cuidado não são respeitadas. Os vídeos também alertam para os perigos das festas e comemorações de fim de ano. Para a Organização Mundial da Saúde, a aposta mais segura para o Natal é não realizar reuniões familiares. A melhor alternativa é o encontro virtual. O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos tem a mesma recomendação: comemorar virtualmente ou com pessoas de sua própria casa. Diversos especialistas também alertam para o risco de pessoas que não moram na mesma casa se reunirem no Natal e no Réveillon. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou uma cartilha com regras para quem, mesmo diante dos riscos, for receber convidados em casa. O documento sugere fazer a confraternização em lugares abertos, ventilados, com distanciamento de dois metros entre os convidados, que devem estar de máscara o tempo todo. Natal e Ano Novo são momentos propícios para confraternizações entre familiares e amigos, práticas que estão bastante arraigadas na cultura brasileira. Contudo, diante do atual cenário, é preciso que todos usem o bom senso e não se arrisquem nem ponham em risco a saúde dos outros.

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