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Em pronunciamento feito ontem à noite, em cadeia nacional de televisão, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a vacinação contra a Covid-19 no Brasil começará este mês e que o País exportará vacina para países da América Latina. Pazuello disse que todos os estados e municípios receberão a vacina de forma simultânea, igualitária e proporcional à população.

Mais cedo, em reunião ministerial, o ministro o plano de vacinação contra a Covid-19. Segundo Pazuello, as primeiras doses aplicadas virá do lote comprado da Índia, do laboratório Astrazeneca e da Universidade de Oxford. Em suas palavras, uma vez iniciada a vacinação, o Brasil poderia imunizar a população em um ritmo bastante mais rápido que outros países. Apesar do otimismo do ministro, o fato é que o Brasil começou o ano atrasado. Se quiser imunizar toda o País ainda em 2021, teria de aplicar mais de um milhão de doses por dia. Além da vacina, há demora na compra de vacinas e insumos, como seringas e agulhas. Apesar de ter sido alertado em julho pelo setor de insumos sobre a necessidade de agilizar a compra de seringas e agulhas, o governo federal abriu uma licitação apenas no antepenúltimo dia de 2020. O Ministério da Saúde esperava adquirir 331 milhões de seringas e agulhas, mas o preço ofertado, abaixo do valor de mercado, e a demora em organizar o pregão resultou em um fracasso, com a compra de apenas 2,4% do necessário. Para a maioria das vacinas, é preciso tomar duas doses para alcançar a proteção. Além disso, o governo federal vem sendo criticado por Estados, municípios, médicos e cientistas por ter deixado outras farmacêuticas de lado e apostado todas as fichas na vacina de Oxford. Analistas pedem que o Ministério da Saúde feche de vez acordos com mais farmacêuticas, o maior número possível. A população espera agora que as promessas do governo se transformem em realidade. A vacinação é essencial para frear a pandemia e possibilitar o retorno seguro de todas as atividades.

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