Opinião
PARTIU MEU CARÍSSIMO ALFREDO
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No último dia 18, partiu para a eternidade o meu cunhado Alfredo Fortes Melro, atingido por esse misterioso vírus, que tem destruído a humanidade. Há 65 anos tive o imenso prazer de conhecê-lo quando iniciei o meu namoro com sua irmã Myrza e até hoje tínhamos um pelo outro profunda amizade. Sempre alegre, otimista, adorava a natureza, principalmente o mar, e ao lado de sua amada esposa Aílza, construiu uma linda família, que sempre foi o tesouro de sua vida. Que ele esteja na paz do Senhor, ao lado de seus pais e de seus irmãos Mário e Lêda. Ele plantou em sua caminhada terrena sementes de amor que germinaram e cresceram. Saudades imensas já temos dele, de momentos vividos, de momentos inesquecíveis e de solidariedade.
A perda mais dolorosa para nós, seres humanos, é a morte de nossos entes queridos. A vida, vivida em plenitude, em paz de espírito, é um prêmio quando se alonga, como o do Alfredo. No final de sua longa vida, o teólogo alemão Karl Barth costumava repetir: “desejaria tanto viver mais de um século. Não que tema a morte, mas porque me extasio com a vida”. Era o caso do Alfredo, um verdadeiro apaixonado pela vida. A grande arte da vida é fazer da vida uma obra de arte. O padre Roque Schneider diz muito bem: “Como os poetas, os homens de fé vivem com toda a intensidade a angústia e o deslumbramento da condição humana”. A vida vai passando, meu caro leitor, mas enquanto ela existe, apesar dos obstáculos do mundo moderno, seja apaixonado por ela como foi o próprio Cristo e o próprio Alfredo. Meu caro Alfredo: conquistastes a vida desejada, na sua área como odontólogo competente, como pai, avô e bisavô exemplar, deixastes exemplos de vida notáveis, plantando sementes de amor, que se tornaram inesquecíveis. Há um texto de um autor desconhecido que ele diz: “Em vez de dizer a Deus que você tem um grande problema, diga ao seu problema, que você tem um grande Deus”. É verdade, é preciso ter fé para enfrentar as dificuldades. Assim pensava o Alfredo e tinha razão. Nascemos e morremos entre o choro e o riso, e é com as tintas do sentimental e do real que cada um vai escrevendo os capítulos do livro de sua própria vida. Dizem os poetas do sonho que a fantasia do viver está na própria vida. Lembre-se sempre que os pensamentos negativos nos envenenam, cortam a nossa paz de espírito e quebram a harmonia do nosso corpo. Nos diálogos que eu mantinha com o Alfredo, ele era fanático por esse tema. O problema do sofrimento, sempre abala profundamente o ser humano, especialmente quando atinge pessoas boas, inocentes. Diante de todo o sofrimento inesperado, na angústia que aquela pessoa passa, perguntamos: porque Deus permitiu isso. É um mistério! Viver em plenitude é o segredo de uma vida feliz. Tudo tem o seu tempo. A hora da chegada e a hora da partida. Alfredo viveu imensamente feliz, fazendo o que gostava, convivendo com pessoas que estimava, com uma família linda, tendo grandes objetivos na vida. Ele jamais será esquecido por todos nós. Descanse em paz.