Opinião
Ao Mestre Milton Leite Soares, meus aplausos!
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Minha secretária anuncia a chegada de uma encomenda. Abro-a e defronto-me com um belo exemplar: CONTANDO HISTÓRIAS, da autoria do ilustre amigo Milton Leite Soares. A capa nos encanta pela beleza do mar da Barra de São Miguel, vista privilegiada da aconchegante e arrojada residência do autor, por ele projetada. Ao abri-lo, só o fechei quando cheguei à última página. São passagens marcantes e pitorescas do cotidiano do engenheiro, contadas com a leveza e simplicidade peculiar ao mestre.
A obra reflete seu perfil, onde o autor imprime a grande afeição por seus familiares: pais, irmãos, filhos e, sobretudo, seu “anjo da guarda”, como ele cognomina sua “alma gêmea”: Marisa. Conheci-o quando meu professor de matemática do curso científico do Colégio Santíssimo Sacramento. Sabia conciliar competência com didática e distinção. Anos após, Cícero e eu convivemos com o carismático casal Milton e Marisa, nas reuniões do Rotary Clube e firmamos grande amizade. Marisa, sua amada esposa, é uma criatura encantadora. Juntos, visitamos inúmeros países. Companheiros maravilhosos! Prof. Milton, como sempre o tratei, foi uma dessas criaturas exemplares em tudo que se propôs a fazer. Ainda estudante, conquistou o prêmio de Honra ao Mérito como melhor aluno do seu colégio. Adulto, destacou-se na Matemática, na Física e na Engenharia. Publicou mais 5 livros, sendo 3 técnicos (Geometria). No capítulo dezoito de CONTANDO HISTÓRIA: “Incidentes Pitorescos de Viagens – O Desembarque em Zurique” – revivi instantes mágicos, ao lado de meu inesquecível Cícero. Numa de nossas viagens à Europa, estando em Palma de Maiorca, resolvemos conhecer Ibiza, voo de quarenta minutos. Chegamos cedo ao aeroporto, e mesmo sem passagens previamente compradas, embarcamos.
Ao chegarmos, dirigimo-nos ao balcão de reservas de hotéis: tudo lotado. Resolvemos, então, passear todo o dia e regressar à noite. De volta ao aeroporto, tentamos voltar para Maiorca: tudo lotado. Fizemos opção para Madri, Barcelona e inúmeras outras cidades: idem. Após muitas horas de espera, ofereceram-nos Alicante. Aliás, ótima opção. O que nos chamou atenção nesse pitoresco episódio, foi a descontração do Prof. Milton. Antes de confirmarmos nosso embarque, ele dizia risonho: “passarei muito bem a noite nessa confortável poltrona”. Cícero, eu e Marisa ríamos bastante.
Por onde o prezado amigo passou, deixou exemplo de afeto, competência e integridade. Ao Mestre Milton Leite Soares, meus aplausos!
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