Opinião
AÇÃO DECISIVA
.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou esta semana que a vacinação em massa é decisiva para a retomada do crescimento econômico. Ao contrário do discurso adotado por parte do governo ao longo da pandemia, que defendeu a volta à “normalidade” e ao trabalho apesar do aumento no número de casos da doença e de mortes, Guedes pediu que as pessoas se cuidem.
O próprio presidente Jair Bolsonaro, que em outras ocasiões havia levantado dúvidas sobre a eficácia dos imunizantes, agora já mudou o discurso e afirmou, ontem, que a vacinação contra a Covid-19 dará “segurança” aos brasileiros e garantirá que a economia “não deixe de funcionar”. Em outubro, Bolsonaro chegou a afirmar que o governo federal não compraria doses da CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. No entanto, há duas semanas, o governo federal comprou doses da vacina, que, depois de aprovada pela Anvisa, foi a primeira a ser aplicada no País. No mundo inteiro, economistas avaliam que a vacinação será uma das chaves para a recuperação da economia, depois de uma das piores crises globais em 2020. Com a imunização em massa, o mundo poderá relançar os setores mais abalados pela crise, como o comércio, o turismo e a cultura. Entretanto, especialistas advertem que o efeito do imunizante não será milagroso. A vacina com mudou as perspectivas e é vista como uma luz no fim do túnel, mas ainda há grandes desafios à frente. A perspectiva é que leve até oito meses para que seus os efeitos comecem a ser sentidos. Além disso, é preciso administrar a vacina em escala suficiente para contribuir para se chegar à imunidade de rebanho. Na maioria dos países, como o Brasil, a vacinação ocorrerá em etapas. A retomada tende a ser em ritmo desigual, na medida em que o acesso ao produto não será o mesmo entre os países. A imunização, portanto, é um processo demorado, mas é considerada um ponto central para a retomada da economia no Brasil e no mundo. Enquanto isso, devem-se manter as medidas de prevenção.