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Opinião

Bolsa em alta

A euforia tomou conta dos investidores com o desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) neste início de ano. Na segunda-feira, o Índice Bovespa fechou em alta de 4,84% (foi a bolsa, percentualmente, que mais subiu neste dia no mundo), alcançand

Por | Edição do dia 07/01/2004 - Matéria atualizada em 07/01/2004 às 00h00

A euforia tomou conta dos investidores com o desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) neste início de ano. Na segunda-feira, o Índice Bovespa fechou em alta de 4,84% (foi a bolsa, percentualmente, que mais subiu neste dia no mundo), alcançando 23.531 pontos. Além desse fato, o  Risco Brasil atingiu seu nível mais  baixo desde 1998 (425 pontos) e o  C-Bond (principal título da dívida pública brasileira) também bateu  recorde, sendo negociado por  99,34% do seu valor de face. Costuma-se atribuir ao desempenho da bolsa uma relação de causa e efeito: se a economia vai bem a Bolsa sobe, se vai mal ela desce. As altas e baixas das bolsas, principalmente em países emergentes como o Brasil, na maioria dos casos não têm muito a ver com fundamentos macroeconômicos das economias nacionais. Apenas para se ter uma idéia, todas as bolsas mundiais operaram em alta no primeiro dia efetivo de operações em 2004. Isto se deve a vários fatores combinados, dos quais se pode destacar: a alta liquidez internacional, a pouca atratividade dos títulos públicos norte-americanos (provocados pela taxa básica de juros naquele país de 1% ao ano, a menor desde 1958), a confiança dos investidores no desempenho da economia mundial em 2004, puxada pelo crescimento dos Estados Unidos (estimado entre 4% e 4,5% neste ano) e, principalmente, pelas declarações de um dos diretores do Federal Reserve (o banco central americano), de que as taxas de juros continuaram baixas ainda por um certo tempo. Especialistas em mercado de capitais acreditam que a tendência de alta se mantenha, podendo o índice Bovespa atingir os 26.000 pontos a curto prazo. Para outros, é hora de cautela, pois o movimento altista estaria perto do limite: “Entre o fim de janeiro e começo de fevereiro, os investidores devem prestar mais atenção, porque podem ter início movimentos de realização do lucro”. O negativo é que o mercado de capitais que teria como objetivo financiar as necessidades das empresas brasileiras, mas não tem cumprido esse papel. Funciona mais como forma de realizar ganhos financeiros, do que como impulsionador do capital produtivo. Com esta euforia com o crescimento da Bolsa de São Paulo, resta torcer para que os papéis referentes a empresas brasileiras fundamentais também tenham sua alta.

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