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Opinião

Minha homenagem

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Por MILTON HÊNIO. médico e membro do Conselho Estratégico da Organização Arnon de Mello | Edição do dia 27/02/2021 - Matéria atualizada em 26/02/2021 às 21h37

Faz um ano que esse misterioso e agressivo coronavírus surgiu no Brasil. Era o dia 26 de fevereiro de 2020 quando ele iniciou em São Paulo sua trágica caminhada em nosso País. Foi trazido por um turista vindo da Itália. Já estava se espalhando na Europa e nos Estados Unidos. E entre nós, aqui no Brasil, rapidamente se transmitiu entre as pessoas e, a partir daí, começou o sofrimento humano. Hospitais super cheios, UTIs repletas de seres humanos angustiados, enfermarias com todos os leitos ocupados e todos os dias os médicos se desdobrando, cansados, exaustos, sofridos, trabalhando além do possível para salvar vidas. Uma verdadeira tempestade. É inacreditável a quantidade de milhões de pessoas de todas as idades e de classes sociais que sofreram e ainda sofrem de forma absurda, tentando vencer esse vírus. Estou com 58 anos no exercício da Medicina e jamais presenciei um quadro igual. Todas as cidades brasileiras foram atingidas, principalmente Manaus. No Brasil mais de 500 médicos perderam a vida contaminados. Mais de 200 mil pessoas partiram para a eternidade em decorrência do comprometimento ao organismo ocorrido pelo COVID-19.

Mas eu quero apresentar neste espaço, a minha homenagem, a todos os médicos do mundo, especialmente aos médicos brasileiros, que tudo fizeram e continuam fazendo pela recuperação dos pacientes que chegam aos seus cuidados. A vida é um dom precioso e essa pandemia representou e ainda representa, uma verdadeira tragédia para a humanidade. Meus parabéns a todos vocês, médicos vocacionados, de Alagoas e de todo o Brasil, pela doação de amor que fizeram e continuam fazendo para aliviar os seus pacientes do sofrimento. A toda equipe também de enfermagem, os meus aplausos pelo esforço e dedicação que tiveram e continuam tendo para o bem-estar de seus doentes. Sei, que todos vocês, verdadeiros mensageiros da paz, do fundo do coração estão dizendo: “Meu coração não medirá esforços para enxugar as lágrimas dos meus doentes, compartilhar seus sorrisos quando já forem melhorando e compartilhar a alegria dos que estão curados” Finalmente, quero homenageá-los com a prece do médico do Dr. Atílio Hartmann. E que vocês continuem médicos realmente vocacionados, distribuindo amor entre os que sofrem. Diz a prece: “ Senhor, eu sou um médico. Um dia, depois de anos de estudo, me entregaram um diploma, dizendo que eu estava oficialmente autorizado a clinicar. E eu jurei fazê-lo... conscientemente! Não é fácil, senhor! Não é nada fácil viver este juramento, na rotina sempre repetida da vida de um médico: Consultório... diagnósticos... operações... receitas... Contudo, Senhor, eu quero ser médico... Alguém junto de alguém. Não mecânico de uma engrenagem, mas gente salvando gente! Que todo aquele que me procura em busca de cura física encontre em mim mais que um profissional. Que eu saiba parar para ouvi-lo. Sentar junto ao seu leito para animá-lo... tomar sua dor como minha para ajudá-lo. E, muito importante, Senhor: que eu não perca a capacidade de chorar! Que eu saiba ser médico... alguém junto de alguém... Gente salvando gente. Como Tu, Senhor!”

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