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Opinião

Mulheres em campo

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A participação das mulheres em cargos de gestão nas propriedades e empresas que atuam no agronegócio está crescendo. No entanto, suas habilidades e escolhas seguem sendo questionadas e ainda há muita resistência quando elas assumem posições de liderança.

Superando os desafios, as mulheres estão conquistando novos espaços e fazendo a diferença em diversos setores da economia. Nesse sentido, funções tradicionalmente desempenhadas por homens também passaram a ser delas, como mostra pesquisa realizada pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), que aponta que as mulheres que atuam no agro são responsáveis pela gestão de, no mínimo, 30% do segmento - muito acima do registrado na indústria (22%) e na área de tecnologia (20%). Se considerarmos que a agropecuária representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB), as mulheres desse setor são responsáveis pela gestão de pelo menos 8% do PIB nacional, algo em torno de US$ 165 bilhões. A presença feminina em cursos como engenharia agronômica e medicina veterinária também demonstra que da porteira pra dentro elas estão conciliando conhecimento técnico e sensibilidade para alcançar melhores resultados em produtividade, lucratividade e sustentabilidade. Se uma das grandes preocupações das profissionais que assumem a dianteira nos negócios no campo era conquistar o respeito e admiração da equipe e do mercado, os resultados não deixam dúvidas quanto a competência e importância delas no desenvolvimento social e econômico do Brasil. As mulheres estão prontas para ascender aos mais altos cargos de gestão, seja nas empresas ou nas propriedades rurais, enfrentando a desconfiança, o preconceito e a insegurança que essas situações podem gerar. Proporcionar um ambiente saudável para que possamos desempenhar nossas atividades, contribuindo para tornar o agronegócio um setor cada vez mais forte e competitivo, é dever da sociedade. Queremos apenas respeito. O reconhecimento vamos conquistar.

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