Opinião
DESOLAÇÃO: COLAPSO NA REDE NACIONAL DE SAÚDE
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Há doze meses, o COVID-19 assusta e devasta o planeta. Estamos atravessando a terceira etapa da pandemia, a mais preocupante. A situação se agravou essa semana em todo o país. Estamos nos piores dias desse flagelo! O quadro é dificílimo: esgotamento da rede médica, UTIs superlotadas, pacientes em estado crítico aguardam vagas emergenciais em hospitais com leitos saturados. Ontem, chegamos à trágica marca de 1840 mortes em 24 horas, o que significa: mais de uma morte por minuto, em solo brasileiro.
Não existe precedente na história do Brasil de um contexto tão dramático. A Rede Nacional de Saúde colapsou. Jamais o Brasil e o mundo presenciaram tamanha tragédia. A curva da doença e de óbitos aumenta a cada dia. Os médicos e a mídia vêm difundindo, persistentemente, a necessidade de obedecermos às normas sanitárias. Apesar disso, houve aglomeração no Natal, no Carnaval e nos fins de semana, deixando-nos esse saldo crescente de mais de mil óbitos diários, há muitos dias. Passei dias aflitivos com meus filhos Sérgio e Ricardo apresentando formas graves da doença. Ambos necessitaram de hospitalização. Em dezembro, às vésperas de Natal, Sérgio estava na UTI com um quadro clínico preocupante! Vencemos as batalhas, entretanto milhares de famílias choram a perda de seus entes queridos. Nesse mundo convulsionado e caótico, surge a única esperança: A VACINAÇÃO, já que não dispomos, ainda, de uma terapêutica 100% curativa para tal moléstia. Apesar de ainda muito lenta, a vacina e a obediência às normas sanitárias são as nossas únicas alternativas para um cotidiano mais ameno. Tivemos um ano para exercitar a generosidade, a paciência e a resiliência. Será que as pessoas repensaram esses valores? Eu vislumbrava um fortalecimento coletivo de sentimentos. Talvez eu tenha exagerado no meu otimismo. Entretanto, nossa descrença e decepção se amontoam quando vemos atitudes criminosas de alguns gestores desviando dinheiro da Saúde, nesse momento desesperador. Resta-nos acreditar que diante de uma crise devemos alimentar nossa alma de esperança. Com muita sabedoria, disse Charles Gaulle: “O fim de uma esperança é o começo da morte”. Fortaleçamo-nos na expectativa de dias melhores com a vacinação e a obediência às normas sanitárias. Desolação: Colapso na Rede Nacional de Saúde.