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Em seu primeiro pronunciamento após ser indicado para assumir o Ministério da Saúde, o médico Marcelo Queiroga destacou ontem a necessidade de união entre Executivo Federal, governos estaduais e prefeituras no combate à pandemia. Para Queiroga, é fundamental principalmente unir esforços com os 5.570 secretários municipais.

O futuro ministro admitiu que o País vive hoje uma nova onda da pandemia, com muitos óbitos, e que é preciso melhorar a qualidade da assistência em cada dos hospitais, sobretudo nas UTIs, e no enfrentamento às síndromes respiratórias agudas graves. Outro ponto destacado por Queiroga é a importância de a população se engajar nas medidas de prevenção à Covid, incluindo o uso de máscaras e o distanciamento social. Ele defendeu a combinação das ações e enfrentamento à Covid com medidas de proteção do emprego e assinalou o papel da ciência brasileira para subsidiar as medidas das autoridades de saúde. As declarações do futuro ministro são importantes e oportunas e criam a expectativa de uma melhor gestão no combate à epidemia do novo coronavírus no Brasil a partir de agora. A situação é gravíssima. Somente ontem foram registradas 2.798 mortes por Covid em 24 horas, mais um recorde. Em muitos estados, o sistema de saúde está em colapso e há filas de pacientes à espera de um leito de UTI. Em Alagoas, depois de alguns meses de estabilidade, o número de casos e internações voltou a subir, ultrapassando os limites aceitáveis, o que levou as autoridades a adotar medidas mais restritivas para conter o avanço da contaminação. Espera-se, portanto, que as palavras do futuro ministro da Saúde se transformem em ações concretas para tirar o Brasil da atual situação. Há muito que governadores cobram do governo federal que atue na coordenação do combate à Covid, estabelecendo, com base nos estudos científicos mais atuais, protocolos que possam ser seguidos em todo o País. E, igualmente importante, invista em campanhas de conscientização sobre as medidas preventivas. É necessário, mais do que nunca, que todos os entes federativos falem a mesma língua.

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